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	<description>Associação Nacional dos Gestores Ambientais</description>
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		<title>1 2 3 e fogo!</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 00:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joao</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O homem esteve, está e  - acredito – sempre estará em busca da sabedoria e conhecimento. Uma das maiores – e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O homem esteve, está e  - acredito – sempre estará em busca da sabedoria e conhecimento. Uma das maiores – e fascinantes – descobertas da humanidade foi um dos “quatro elementos” presentes na natureza: o fogo. Conta a mitologia grega que o fogo foi trazido a Terra por Prometeu, discípulo de Zeus. Este, furioso ao descobrir o que o pupilo havia feito, o puniu amarrando-o no cume do monte Cáucaso com um abutre lhe comendo as entranhas por 30 mil anos. O fato é que hoje ele é um elemento essencial para o desenvolvimento da civilização, mas até que ponto devemos usá-lo?</p>
<p>Vimos recentemente as imagens dos grandes incêndio na Rússia, que já dura semanas, vitimou centenas de pessoas e, como se não bastasse, ameaça espalhar as partículas radioativas da catástrofe de Chernobyl. Ficamos estarrecidos com o incêndio que devasta diariamente o estado do Mato Grosso e já consumiu mais da metade do Parque Nacional das Emas, em Goiás.  Segundo o<strong> INPA</strong> – <strong>Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia</strong> devastado pelo fogo, a recuperação do cerrado pode demorar de 100 a 200 anos (!!).</p>
<p>Nesta fria época do ano, a escassez de chuvas, baixa umidade relativa do ar e os fortes ventos são a combinação perfeita para alastrar as labaredas. Os satélites que monitoram os incêndios no Brasil registraram, nos primeiros 14 dias de agosto deste ano mais de 90 mil queimadas. No mesmo período do ano passado foram 17 mil, um aumento de mais de 500%.</p>
<p>Dados acusam que, em apenas um dia, os bombeiros da <em>cidade</em> de São Paulo chegam a atender mais de 300 (!!) ocorrências de chamadas relativas a focos de incêndio. A maioria deles ocasionados por balões, bitucas de cigarro, queima de lixo e para “limpar” terrenos baldios. Por mais que se bata sempre na mesma tecla o quanto isso é perigoso e prejudicial pra todo mundo, algumas pessoas continuam a tomar esse tipo de atitude irracional.</p>
<p>Devemos saber que qualquer matéria em combustão produz o famigerado CO2 – maior causador do efeito estufa e grande responsável pelo aquecimento do globo terrestre – e, espero, isso você já saiba. Alguns dados mostram o Brasil como o <strong>4º país</strong> que mais emite dióxido de carbono do mundo e, ainda de acordo como eles, mais de 70% vem das queimadas ocorridas na Amazônia para ampliação de pasto e plantio de soja. Além da emissão de gás na atmosfera, os incêndios também produzem a fumaça responsável por grande parte das doenças respiratórias, prejudicando o solo e comprometendo a biodiversidade do lugar, matando pássaros,  abelhas e diversos outros polinizadores, que são fundamentais na manutenção da fauna e flora.</p>
<p>E tudo isso para quê? Vale a pena?<br />
Será que Zeus ao castigar Prometeu sabia que os homens, ao receber a dádiva de dominar o fogo, perderiam sua consciência e o usariam sem levar em conta o ambiente que os cerca? Se sim, 30 mil anos de castigo foi muito pouco!</p>
<p>Fica a dica e o alerta: ao limpar um terreno faça bem feito! Enxada em punho e mãos a obra!</p>
<p><strong>JP Rodrigues é Gestor e Educador Ambiental em Sorocaba<br />
Críticas, elogios e sugestões: joao.gestor.ambiental@gmail.com</strong></p>
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		<title>Membros da ANAGEA fazem palestra na SIPAT de empresa de transporte urbano</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 01:32:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Os membros Hugo D’angelo (1º Secretário) e João Paulo Rodrigues (Diretor de Comunicação e Imprensa), palestraram no dia 10 de agosto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_468" class="wp-caption alignleft" style="width: 345px"><img class="size-full wp-image-468 " src="http://www.anagea.org.br/wp-content/uploads/2010/08/palestra2.jpg" alt="" width="335" height="183" /><p class="wp-caption-text">1º secretário Hugo D&#39;angelo fazendo a explanação sobre os conceitos relativos a sustentabilidade</p></div>
<p>Os membros<strong> Hugo D’angelo</strong> (1º Secretário) e <a href="http://twitter.com/jperre"><strong>João Paulo Rodrigues</strong></a> (Diretor de Comunicação e Imprensa), palestraram no dia 10 de agosto de 2010 na &#8220;<strong>Semana Interna de Prevenção de Acidentes  de Trabalho</strong>&#8221; (SIPAT), na <strong>STU</strong> (Sorocaba Transporte Urbano), em Sorocaba, interior de São Paulo.</p>
<p>Este é o segundo ano onde os dois participam do evento, que já teve como palestrantes o 1º vice presidente da ANAGEA, <strong>Alexandre Robim</strong>.</p>
<p>O tema este ano foi “<strong>Sustentabilidade</strong>”. Ambos decorreram sobre o assunto durante uma hora, abordando os problemas crônicos atuais – como o esgotamento do Rio Jordão, no Oriente Médio e o vazamento da British Petroleum &#8211; para levantar a questão se, conforme a definição de Desenvolvimento Sustentável dada pela <strong>Organização das Nações Unidas </strong>(ONU), estamos “<em>suprindo as necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das gerações futuras.</em>”</p>
<p>Sugerindo soluções, foi dado o exemplo da cidade de <strong>Estocolmo</strong>, na Suécia (local da Primeira Conferência Mundial sobre Meio Ambiente em 1972), que curiosamente tem um bairro, chamado<strong> Hammarby Sjöstad</strong>, que é  considerado um dos mais ecológicos do mundo!</p>
<p>Indo do global para o local, o consumo de cada um dos brasileiros, o problema das embalagens, das bitucas de cigarro, do desperdício de água, da falta duma educação ambiental que realmente transforme o indivíduo também fizeram os presentes pensar a respeito.</p>
<div id="attachment_469" class="wp-caption alignright" style="width: 288px"><img class="size-full wp-image-469 " src="http://www.anagea.org.br/wp-content/uploads/2010/08/palestra3.jpg" alt="" width="278" height="175" /><p class="wp-caption-text">Dir. Comunicação e Imprensa João Paulo explicando o processo de compostagem</p></div>
<p>Aproveitando o gancho, algumas dicas sustentáveis foram dadas como o uso do transporte coletivo, coleta seletiva dos resíduos e dicas de compostagem que qualquer um pode fazer em sua própria casa, basta ter criatividade e disposição.</p>
<p>Tudo foi abordado respeitando a seriedade do tema, mas também com sensibilidade e muito bom humor.</p>
<p>O evento contou com cerca de <strong>50 </strong>colaboradores, entre funcionários e visitantes. Os presentes participaram através de perguntas e dúvidas que foram esclarecidas.</p>
<div id="attachment_466" class="wp-caption alignleft" style="width: 134px"><img class="size-full wp-image-466   " src="http://www.anagea.org.br/wp-content/uploads/2010/08/palestra4.jpg" alt="" width="124" height="127" /><p class="wp-caption-text">Claudir fazendo a simulação da pegada ecológica</p></div>
<p>Ao final, foi feito uma simulação da pegada ecológica com um dos presentes, o <strong>Claudir</strong>, e apesar dele comer carne apenas duas vezes por semana, levar em conta a preocupação dos produtos que consome com o meio ambiente e nunca ter viajado de avião, de acordo com o programa, se todas as pessoas que habitam a Terra consumissem como nosso voluntário amigo, ainda assim seriam necessários dois planetas para suportar a demanda.</p>
<p>Ficou claro que os problemas ambientais não são situações das quais devemos sentar e esperar dos governantes providências. É hora de olhar pro próprio umbigo, mudar hábitos e sair da zona de conforto de cada um para inspirar outros, fazendo a nossa parte através da mudança dos paradigmas diários a qual cada um de nós estamos, em maior ou menor grau, atados.</p>
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		<title>ANAGEA é fonte de informação do Correio Braziliense</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 16:05:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[ANAGEA]]></category>
		<category><![CDATA[Correio Braziliense]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre as 10 mais
Brasília é a oitava melhor cidade para fazer carreira no Brasil. Oportunidades são para profissionais de nível superior [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1><strong>Entre as 10 mais</strong></h1>
<p>Brasília é a oitava melhor cidade para fazer carreira no Brasil. Oportunidades são para profissionais de nível superior em áreas como logística, vendas e tecnologia da informação</p>
<p>Em seus 50 anos, Brasília já mostra que tem potencial quando o assunto é emprego. É o que revela uma pesquisa que listou as 100 melhores cidades para fazer carreira no Brasil, feita pela revista Você S/A (<strong>veja quadro</strong>). A capital do país é a oitava classificada no ranking nacional e a primeira no Centro-Oeste. Outro levantamento, feito pela Fundação Dom Cabral com 76 empresas, aponta os caminhos para o sucesso na região. Com o objetivo de reduzir custos e aumentar os lucros, o setor privado destaca-se principalmente pela oferta de vagas em três áreas: logística, meio ambiente e vendas.</p>
<h5><strong> </strong></p>
<div id="attachment_458" class="wp-caption alignleft" style="width: 189px"><strong><strong><img class="size-full wp-image-458 " src="http://www.anagea.org.br/wp-content/uploads/2010/08/foto.jpg" alt="" width="179" height="118" /></strong></strong><p class="wp-caption-text">Jair Barbosa trabalhava com agronegócio, mudou de área e virou gerente de logística de uma loja de material de construção: “O mercado de Brasília está bem aquecido” Foto: Cadu Gomes/CB/D.A Press </p></div>
<p><strong> </strong></h5>
<p>Jair Barbosa Furtado, 40 anos, encontrou no setor privado brasiliense uma oportunidade de criar uma carreira de sucesso. Com mais de 15 anos de experiência em uma multinacional do agronegócio, o profissional decidiu trocar de ramo. Mudou-se para a logística e, há um ano, virou gerente da área na Leroy Merlin. “O mercado de Brasília está bem aquecido. Nos últimos anos, o profissional passou a ser mais valorizado, o que traz importantes resultados para as empresas em valores financeiros”, avalia.</p>
<p>De acordo com Jair, todas as empresas já falam em logística. “Os analistas trabalham com gestão e resultados”. Para atuar na área, o administrador buscou cursos dentro das empresas onde atuou. “Essas especializações mais rápidas são focadas nas necessidades do contratante, mas já existem cursos superiores que mostram o tema de um jeito mais macro”, explica.</p>
<p>Para Mauro Henrique Pereira, membro do conselho deliberativo da Associação Brasileira de Logística (Aslog), as boas ofertas de emprego na área são uma resposta ao crescimento econômico do país. “Com a necessidade de redução de custos em sua cadeia de suprimentos, as indústrias passaram a investir mais. Esse aumento da demanda tem revelado lacunas de profissionais do setor em todos os níveis”, diz. Entre as atividades do analista de logística estão o planejamento de compras e insumos, a movimentação de produtos, a recepção e o depósito de mercadoria, e a gestão de estoques.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Meio ambiente</strong></span></p>
<p>Cientes da importância de trabalhar de forma sustentável, as empresas do Centro-Oeste também contratam cada vez mais os analistas ambientais, atividade que pode ser exercida por profissionais de diversas formações. De acordo com Léo Urbini, presidente da Associação Nacional dos Gestores Ambientais (Anagea), o analista pode ser graduado em engenharia, gestão ambiental e até mesmo em direito. “Mas esses profissionais precisam de uma especialização para exercer a atividade com uma qualidade maior”, alerta.</p>
<p>Léo explica que a principal função dos analistas é trazer benefícios para as empresas por meio de ações de redução de custos que não agridam o meio ambiente. “A alta na economia pode acabar esgotando os recursos naturais. O analista ajuda a evitar essa degradação”, explica. Atualmente, as empresas privadas são as que mais oferecem oportunidades para esse tipo de profissional, que podem ganhar em torno de R$ 4 mil pelo conhecimento específico.</p>
<p>No caso do comércio, o analista em destaque é o de vendas. Focado na parte administrativa, esse profissional atua em departamentos como o de contas a receber, o de custo e o de produtividade de vendas mensais. “É um profissional que analisa e interpreta o desempenho das vendas na empresa”, explica Diego Maia, diretor-presidente do Centro de Desenvolvimento do Profissional de Vendas, no Rio de Janeiro.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>TI</strong></span></p>
<p>O desempenho de Brasília no ranking das melhores cidades para fazer carreira deve-se muito ao setor de tecnologia da informação (TI). São mais de 850 companhias na área. Juntas, elas empregam 28 mil pessoas. Com a criação do Parque Tecnológico Cidade Digital, espera-se que mais 8 mil postos de trabalho sejam criados.</p>
<p>Consultor em TI, Alexandre Ayres considera a capital do país um forte polo nacional na área. “O maior cliente desse serviço é o governo e seus apêndices, como as autarquias”, explica. O diretor da Neocom Informação Aplicada acredita que a cidade já está formando bons profissionais na área.</p>
<p>“A tecnologia é uma ótima saída para desenvolver soluções para as empresas”. De acordo com Alexandre, as oportunidades têm atraído até pessoas de fora do Brasil para Brasília. “Já conheci profissionais que trocaram a Argentina para trabalhar na cidade”, conta.</p>
<p><strong>Ranking<br />
NACIONAL </strong></p>
<p>1º — São Paulo<br />
2º — Rio de Janeiro<br />
3° — Vitória (ES)<br />
4º — Barueri (SP)<br />
5º — São Caetano do Sul (CP)<br />
6º — Belo Horizonte (MG)<br />
7º — Porto Alegre (RS)<br />
8º — Brasília<br />
9º — Macaé (RJ)<br />
10 — Curitiba (PR)</p>
<p>CENTRO-OESTE<br />
1° — Brasília (DF)<br />
2° — Goiânia (GO)<br />
3° — Cuiabá (MT)<br />
4° — Campo Grande (MS)<br />
5° — Dourados (MS)<br />
6° — Anápolis (GO)<br />
7° — Rondonópolis (MT)</p>
<h5><strong>Fonte: Você S/A </strong></h5>
<h2><strong>Vagas também na construção</strong></h2>
<p><strong> </strong></p>
<p>Nos canteiros de obra de Brasília, além de cimento e tijolos, existe uma pilha de oportunidades de empregos. Mesmo com a redução de 0,5% nas ofertas de vagas, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), em junho deste ano, 65 mil pessoas estavam empregadas no Distrito Federal na área.</p>
<p>No segundo lugar do ranking do mercado imobiliário nacional, atrás apenas de São Paulo, a cidade tem ofertas em vários funções: de engenheiro a pintor de parede. Por conta disso, as construtoras precisam aumentar salários e investir em qualificação para manter a estabilidade de suas equipes.</p>
<p>Segundo Lander Cabral, diretor técnico da construtora Villela e Carvalho, as oportunidades existem para todas as áreas, mas o destaque está em atividades como carpinteiro, mestre de obra e técnico de edificações. Ele explica que os salários variam de R$ 900 a R$ 6 mil. “Mesmo com o número grande de oferta, é importante que as construtoras fiquem de olho nas qualificações e no histórico de trabalho do profissional”, recomenda.</p>
<h5><strong>Fonte: Jornal Correio Braziliense</strong></h5>
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		<title>Será isso um bicho de sete cabeças?</title>
		<link>http://www.anagea.org.br/2010/08/sera-isso-um-bicho-de-sete-cabecas/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Aug 2010 15:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[IPCC]]></category>
		<category><![CDATA[monday's free]]></category>
		<category><![CDATA[PETA]]></category>

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		<description><![CDATA[Acostumados a tanto ler e se deparar diariamente com eles, quando falamos em meio ambiente, a primeira coisa que nos vem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acostumados a tanto ler e se deparar diariamente com eles, quando falamos em meio ambiente, a primeira coisa que nos vem a mente são os problemas ambientais. Num segundo momento, a beleza das plantas, a água, o ar e o solo. Mas sabemos que o meio ambiente é, na verdade, a inter-relação entre todas as formas vivas e não vivas. Então, que tal pensarmos hoje sobre os animais?</p>
<p>Desde os primórdios, a carne faz parte do cardápio humano. Mas antes o homem caçava a paca ao mesmo tempo em que fugia dos tigres! Éramos caça e também caçador. Hoje, o consumo de carne é exacerbado. No Brasil, por exemplo, há mais cabeças de gado do que pessoas. E olha que estamos falando duma população, segundo o IBGE, de mais de 190 milhões de habitantes!</p>
<p>Mas, se antes o homem cultivava os animais pra consumo próprio ou os caçava na natureza, agora a produção é maciça. Derrubam-se florestas para fazer pastagens, introduz o boi pra engorda, entope o animal de sal e anabolizantes para forçar seu rápido crescimento e ele é abatido com requintes absurdos de crueldade. Os frangos são colocados em gaiolas onde sua única função é comer. Quem já teve galinha em casa sabe que, assim que o sol começa a se pôr, elas instintivamente vão se recolher em seus ninhos ou poleiros. Mantendo as luzes acesas, perdem a noção do tempo e comem sem parar, ficam estressadas e têm os seus bicos aparados para que não pratiquem canibalismo. Tudo com o intuito de suprir a demanda da qual nós mesmo somos responsáveis.</p>
<p>Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas<strong> </strong>–<strong> </strong>IPCC, a indústria da carne é responsável por 18% do total das emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo.</p>
<p>Algumas ações, porém, estão surgindo para tentar lançar luz ao fato: no final de 2009, o Governo Federal, movido pela movimentação social, aprovou a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12097.htm"><strong>Lei 12.097</strong></a>, que conceitua e disciplina a aplicação de rastreabilidade na cadeia produtiva das carnes bovinas e de búfalos para garantir a saúde animal e pública, mitigando o desmatamento e o trabalho escravo.</p>
<p>O eterno beatle <strong>Paul McCartney</strong>, juntamente com sua filha, Stela McCartney, vegetarianos convictos, fazem parte do<strong> Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais -<a href="http://www.peta.org/"> PETA</a></strong>, organização não-governamental fundada em 1980.</p>
<p>Em agosto do ano passado, o músico propôs ao mundo o inusitado “<strong><em>Monday’s Free</em></strong>” (Segunda livre de carne), que consiste na mudança do hábito alimentar em consumí-las, tirando um dia da semana pra esta reflexão. A medida tem como meta conscientizar as pessoas para rever seus hábitos alimentares, contribuindo para diminuir a evolução do efeito estufa e o próprio consumo e abatimento dos animais.</p>
<p>Segundo a crença cristã, durante as comemorações de <strong>Páscoa</strong>, não se deve comer carne durante os 40 dias do período conhecido como quaresma. Embora isso não tenha nada a ver com a proteção aos animais, sugere a reflexão sobre os hábitos alimentares. Já algumas religiões, como o hinduísmo, pregam o não consumo.</p>
<p>O homem também veja você, chega ao cúmulo de maltratar e matar animais por puro sadismo. Nesta semana, a região espanhola da Cataluña foi a primeira, numa decisão histórica, a proibir as tradicionais – e cada vez mais mal vistas – touradas.</p>
<p>Motivada pelo apelo popular e também, talvez, pelo mais grave acidente já registrado – o vídeo circula livremente pela internet – onde um dos mais renomados toureiros da Espanha leva uma chifrada no pescoço que vara a garganta e sai pela boca. Foi uma cena estarrecedora.</p>
<p><a href="http://www.culturabrasil.org/gandhi.htm"><strong>Gandhi</strong></a> disse certa vez que &#8220;<em>as nações são julgadas pela maneira como tratam suas minorias e seus animais</em>&#8220;. Sendo assim, é hora de cada um de nós começarmos a olhar duma maneira mais humana esses seres, que nada mais são do que nossos vizinhos neste planeta do qual eles também são filhos e devem ter os seus direitos respeitados.</p>
<h5><strong>JP Rodrigues é Gestor e Educador Ambiental em Sorocaba/SP<br />
Seu twitter é <a href="http://twitter.com/jperre">@jperre</a></strong></h5>
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		<title>Leia a carta do geógrafo Aziz Abi Saber sobre as mudanças no Código Florestal</title>
		<link>http://www.anagea.org.br/2010/08/leia-a-carta-do-geografo-aziz-abi-saber-sobre-as-mudancas-no-codigo-florestal/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 13:45:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joao</dc:creator>
				<category><![CDATA[ANAGEA]]></category>
		<category><![CDATA[Código Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[codigo florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Geógrafo Aziz Saber]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Código Florestal para o Código da Biodiversidade
27/7/2010 &#8211; Em face do gigantismo do território e da situação real em que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Do Código Florestal para o Código da Biodiversidade</h2>
<p><strong>27/7/2010 &#8211; </strong>Em face do gigantismo do território e da situação real em que se encontram os seus macro biomas – Amazônia Brasileira, Brasil Tropical Atlântico, Cerrados do Brasil Central, Planalto das Araucárias, e Pradarias Mistas do Brasil Subtropical – e de seus numerosos mini-biomas, faixas de transição e relictos de ecossistemas, qualquer tentativa de mudança no “Código Florestal” tem que ser conduzido por pessoas competentes e bioeticamente sensíveis. Pressionar por uma liberação ampla dos processos de desmatamento significa desconhecer a progressividade de cenários bióticos, a diferentes espaços de tempo futuro, favorecendo de modo simplório e ignorante os desejos patrimoniais de classes sociais que só pensam em seus interesses pessoais, no contexto de um país dotado de grandes desigualdades sociais. Cidadãos de classe social privilegiada, que nada entendem de previsão de impactos, não têm qualquer ética com a natureza, nem buscam encontrar modelos tecnico-cientificos adequados para a recuperação de áreas degradadas, seja na Amazônia, seja no Brasil Tropical Atlântico, ou alhures. Pessoas para as quais exigir a adoção de atividades agrárias “ecologicamente auto-sustentadas” é uma mania de cientistas irrealistas.</p>
<p>Por muitas razões, se houvesse um movimento para aprimorar o atual Código Florestal, teria que envolver o sentido mais amplo de um Código de Biodiversidades, levando em conta o complexo mosaico vegetacional de nosso território. Remetemos esta ideia para Brasília, e recebemos em resposta que esta era uma ideia boa mas complexa e inoportuna (&#8230;). Entrementes, agora outras personalidades trabalham por mudanças estapafúrdias e arrasadoras no chamado Código Florestal, razão pela qual ousamos criticar aqueles que insistem em argumentos genéricos e perigosos para o futuro do país, sendo necessário, mais do que nunca, evitar que gente de outras terras sobretudo de países hegemônicos venha a dizer que fica comprovado que o Brasil não tem competência para dirigir a Amazônia (&#8230;). Ou seja, os revisores do atual Código Florestal não teriam competência para dirigir o seu todo territorial do Brasil. Que tristeza, gente minha!</p>
<p>O primeiro grande erro dos que no momento lideram a revisão do Código Florestal brasileiro – a favor de classes sociais privilegiadas – diz respeito à chamada estadualização dos fatos ecológicos de seu território especifico. Sem lembrar que as delicadíssimas questões referentes à progressividade do desmatamento exigem ações conjuntas dos órgãos federais específicos, em conjunto com órgãos estaduais similares, uma Polícia Federal rural, e o Exército Brasileiro. Tudo conectado ainda com autoridades municipais, que têm muito a aprender com um Código novo que envolve todos os macro-biomas do país, e os mini-biomas que os pontilham, com especial atenção para as faixas litorâneas, faixas de contato entre as áreas nucleares de cada domínio morfoclimático e fitogeográfico do território. Para pessoas inteligentes, capazes de prever impactos, a diferentes tempos do futuro, fica claro que ao invés da “estadualização”, é absolutamente necessário focar para o zoneamento físico e ecológico de todos os domínios de natureza do país. A saber, as duas principais faixas de florestas tropicais brasileiras (a zona amazônica e a zona das matas atlânticas), o domínio dos cerrados, cerrados e campestre, a complexa região semiárida dos sertões nordestinos, os planaltos de araucárias e as pradarias mistas do Rio Grande do Sul, além do nosso litoral e do Pantanal Mato-grossense.</p>
<p>Seria preciso lembrar ao honrado relator Aldo Rabelo – a meu ver bastante neófito em matéria de questões ecológicas, espaciais e em futurologia – que atualmente na Amazônia brasileira predomina um verdadeiro exército paralelo de fazendeiros que em sua área de atuação tem mais força do que governadores e prefeitos. O que se viu em Marabá, com a passagem das tropas de fazendeiros, passando pela Avenida da Transamazônica, deveria ser conhecido pelos congressistas de Brasília, e diferentes membros do executivo. De cada uma das fazendas regionais passava um grupo de cinquenta a sessenta camaradas, tendo a frente em cavalos nobres, o dono da fazenda e sua esposa, e os filhos em cavalos lindos. E os grupos iam passando separados entre si, por alguns minutos. E, alguém a pé, como se fosse um comandante, controlava a passagem da cavalgada dos fazendeiros. Ninguém da boa e importante cidade de Marabá saiu para observar a coluna amedrontadora dos fazendeiros. Somente dois bicicletistas meninos, deixaram as bicicletas na beira da calçada olhando silentes a passagem das tropas. Nenhum jornal do Pará, ou alhures, noticiou a ocorrência amedrontadora. Alguns de nós não pudemos atravessar a ponte para participar de um evento cultural.</p>
<p>Será certamente, apoiados por fatos como esse, que alguns proprietários de terras amazônicas deram sua mensagem, nos termos de que “a propriedade é minha e eu faço com ela o que eu quiser, como quiser e quando quiser”. Mas ninguém esclarece como conquistaram seus imensos espaços inicialmente florestados, sendo que, alguns outros, vivendo em diferentes áreas do cetro-sul brasileiro, quando perguntados sobre como enriqueceram tanto, esclarecem que foi com os “seus negócios na Amazônia” (&#8230;). Ou seja, por meio de loteamentos ilegais, venda de glebas para incautos em locais de difícil acesso, os quais ao fim de um certo tempo são libertados para madeireiros contumazes. E o fato mais infeliz é que ninguém procura novos conhecimentos para reutilizar terras degradadas ou exigir dos governantes tecnologias adequadas para revitalizar os solos que perderam nutrientes e argilas, tornando-se dominadas por areias finas (siltizaçao).</p>
<p>Entre os muitos aspectos caóticos, derivados de alguns argumentos dos revisores do Código, destaca-se a frase que diz que se deve proteger a vegetação até sete metros e meio do rio. Uma redução de um fato que por si já estava muito errado, porém agora esta reduzido genericamente a quase nada em relação aos grandes rios do país. Imagine-se que para o rio Amazonas, a exigência protetora fosse apenas sete metros, enquanto para a grande maioria dos ribeirões e córregos também fosse aplicada a mesma exigência. Trata-se de desconhecimento entristecedor sobre a ordem de grandeza das redes hidrográficas do território intertropical brasileiro. Na linguagem amazônica tradicional, o próprio povo já reconheceu fatos referentes à tipologia dos rios regionais. Para eles, ali existem, em ordem crescente: igarapés, riozinhos, rios e parás. Uma última divisão lógica e pragmática, que é aceita por todos os que conhecem a realidade da rede fluvial amazônica.</p>
<p>Por desconhecer tais fatos os relatores da revisão aplicam o espaço de sete metros da beira de todos os cursos d’água fluviais sem mesmo ter ido lá para conhecer o fantástico mosaico de rios do território regional. Mas o pior é que as novas exigências do Código Florestal proposto têm um caráter de liberação excessiva e abusiva. Fala-se em sete metros e meio das florestas beiradeiras (ripario-biomas), e, depois em preservação da vegetação de eventuais e distantes cimeiras. Não podendo imaginar quanto espaço fica liberado para qualquer tipo de ocupação do espaço. Lamentável em termos de planejamento regional, de espaços rurais e silvestres. Lamentável em termos de generalizações forçadas por grupos de interesse (ruralistas).</p>
<p>Já se poderia prever que um dia os interessados em terras amazônicas iriam pressionar de novo pela modificação do percentual a ser preservado em cada uma das propriedades de terras na Amazônia. O argumento simplista merece uma crítica decisiva e radical. Para eles, se em regiões do centro-sul brasileiro a taxa de proteção interna da vegetação florestal é de 20%, porque na Amazônia a lei exige 80%? Mas ninguém tem a coragem de analisar o que aconteceu nos espaços ecológicos de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais com o percentual de 20%. Nos planaltos interiores de São Paulo a somatória dos desmatamentos atingiu cenários de generalizada destruição. Nessas importantes áreas, dominadas por florestas e redutos de cerrados e campestres, somente o tombamento integrado da Serra do Mar, envolvendo as matas atlânticas, os solos e as aguadas da notável escarpa, foi capaz de resguardar os ecossistemas orográficos da acidentada região. O restante, nos “mares de morros”, colinas e várzeas do Médio Paraíba e do Planalto Paulistano, e pró-parte da Serra da Mantiqueira, sofreram uma detruição deplorável. É o que alguém no Brasil – falando de gente inteligente e bioética – não quer que se repita na Amazônia brasileira, em um espaço de 4.200.000 km².</p>
<p>Os relatores do Código Florestal falam em que as áreas muito desmatadas e degradadas poderiam ficar sujeitas a “(re)florestamento” por espécies homogêneas, pensando em eucalipto e pinus. Uma prova de sua grande ignorância, pois não sabem a menor diferença entre reflorestamento e florestamento. Esse último, pretendido por eles, é um fato exclusivamente de interesse econômico empresarial, que infelizmente não pretende preservar biodiversidades, sendo que eles procuram desconhecer que para áreas muito degradadas foi feito um plano de (re) organização dos espaços remanescentes, sob o enfoque de revigorar a economia de pequenos e médios proprietários: Projeto FLORAM. Os eucaliptologos perdem éticos quando alugam espaços por trinta anos, de incautos proprietários, preferindo áreas dotadas ainda de solos tropicais férteis, do tipo dos oxissolos, e evitando as áreas degradadas de morros pelados reduzidas a trilhas de pisoteio, hipsométricas, semelhantes ao protótipo existente no Planalto do Alto Paraíba, em São Paulo.</p>
<p>Ao arrendar terras de bisonhos proprietários, para uso em 30 anos, e sabendo que os donos da terra podem morrer quando se completar o prazo. Fato que cria um grande problema judicial para os herdeiros, sendo que ao fim de uma negociação as empresas cortam todas as árvores de eucaliptos ou pinos, deixando miríades de troncos no chão do espaço terrestre. Um cenário que impede a posterior reutilização das terras para atividades agrárias. Tudo isso deveria ser conhecido por aqueles que defendem ferozmente um Código Florestal liberalizante.</p>
<p>Por todas as razões somos obrigados a criticar a persistente e repetitiva argumentação do deputado Aldo Rebelo, que conhecemos há muito tempo, e de quem sempre esperávamos o melhor, no momento somos obrigados a lembrar a ele que cada um de nós tem que pensar na sua biografia, e, sendo político, tem que honrar a história de seus partidos. Mormente em relação aos partidos que se dizem de esquerda e jamais poderiam fazer projetos totalmente dirigidos para os interesses pessoais de latifundiários.</p>
<p>Insistimos que em qualquer revisão do Código Florestal vigente deve-se enfocar as diretrizes através das grandes regiões naturais do Brasil, sobretudo domínios de natureza muito diferentes entre si, tais como a Amazônia e suas extensíssimas florestas tropicais, e o Nordeste Seco, com seus diferentes tipos de caatingas. Trata-se de duas regiões opósitas em relação à fisionomia e à ecologia, assim como em face das suas condições socioambientais. Ao tomar partido pelos grandes domínios, administrados técnica e cientificamente por órgãos do executivo federal, teríamos que conectar instituições específicas do governo brasileiro com instituições estaduais similares. Existem regiões como a Amazônia que envolve conexões com nove estados do Norte brasileiro. Em relação ao Brasil tropical atlântico os órgãos do Governo Federal – IBAMA, IPHAN, FUNAI e INCRA – teriam que manter conexões com os diversos setores similares dos governos estaduais de Norte a Sul do Brasil, e assim por diante.</p>
<p>Enquanto o mundo inteiro repugna para a diminuição radical de emissão de CO2, o projeto de reforma proposto na Câmara Federal de revisão do Código Florestal defende um processo que significará uma onda de desmatamento e emissões incontroláveis de gás carbônico, fato observado por muitos críticos em diversos trabalhos e entrevistas.</p>
<p>Parece ser muito difícil para pessoas não iniciadas em cenários cartográficos perceber os efeitos de um desmatamento na Amazônia de até 80% das propriedades rurais silvestres. Em qualquer espaço do território amazônico, que vem sendo estabelecidas glebas nas quais se poderia realizar um desmate de até 80%, haverá um mosaico caótico de áreas desmatadas e faixas inter-propriedades estreitas e mal preservadas. Lembrando ainda que, nas propostas de revisão, propriedades de até 400 hectares teriam o direito de um desmate total em suas terras, vejo-me na obrigação de que a médio e longo prazo existiria um infernal caleidoscópio no espaço total de qualquer área da Amazônia. Nesse caso, as bordas dos restos de florestas, inter-glebas, ficarão à mercê de corte de árvores dotadas de madeiras nobres. E, além disso, a biodiversidade animal certamente será a primeira a ser afetada de modo radical.</p>
<p>Uma cartografia simbólica dos desmates, em propriedades de diferentes tamanhos, permite uma previsão visual do que seria a dinâmica do cenário do desmatamento regional, antevisto a médio prazo. Baseados em fatos reais já acontecidos no vale do Tocantins (Pará) e nos planaltos interiores de São Paulo e Minas Gerais. No caso da Amazônia (o que mais nos preocupa),  machadeiros e motoserristas – acompanhados de queimadas sincopadas – o roteiro dos desmatamentos seguiu por rodovias, ramais e sub-ramais, atingindo radicalmente as “espinhelas de peixe” dos loteamentos feitos em quarteirões especulativos no interior das matas biodiversas. Lotes de cinquenta a cem hectares, considerados pequenos na Amazônia, foram vendidos a incautos moradores de regiões distantes. Neste último caso, os numerosos aquisidores, que nem mesmo puderam chegar ao sítio das terras compradas à distância, cederam o espaço para madeireiras espertas e persistentes. Fato que pode ser visto e analisado em imagens de satélite na região norte do Mato Grosso, no médio Tocantins, na Bragantina, Acre sul &#8211; oriental, Rondônia, Oeste-noroeste do Maranhão, e diversos outros setores das terras amazônicas.</p>
<p>Insistimos em prever que se houver um Código que limite a área de proteção das florestas a apenas 20% do espaço total de cada propriedade, seja qual for o seu tamanho, de 400 a um milhão de hectares &#8211; o arrasamento a médio prazo será inimaginavelmente grande e progressivo.</p>
<p>Uma das justificativas mais frequentes para os que são favoráveis para a ampliação de áreas desmatáveis, &#8211; em cada propriedade de terra firme na Amazônia &#8211; é de que, assim, haverá mais emprego para trabalhadores amazonidas. Pouca gente lembra, entretanto, que em numerosas fazendas e fazendinhas da Amazônia brasileira predomina o trabalho semi-escravo. Desde o início da ampliação das chamadas fronteiras ditas agrícolas, predominaram o trabalho braçal periódico ou temporário, para machadeiros, criadores de gado, madeireiros e plantadores de eucaliptos. Sendo que, nas raras áreas de solos melhores, estabeleceu-se o vai-e-vem tradicional de empregos no preparo da terra e plantio, em períodos limitados.  E, mais tarde, diversas atividades na época da colheita. Caminhoneiros fizeram penetrações esdrúxulas para atingir locais de madeiras nobres ou transportar troncos de árvores para serrarias ou para o transporte de produtos das raras commodities. Agora, em espaços da soja, da cana, e muito eventualmente do arroz. Sendo que somente os capatazes mandonistas ganham razoavelmente.</p>
<p>Quem procura um emprego qualquer, em uma fazenda, ainda que temporário, sofre um drama trágico e muito cansativo. Para chegar à fazenda escolhida, marcham a pé com sua matulinha mirrada de roupas singelas, caminhando por quilômetros nas estreitas trilhas das florestas, até atingir as propriedades onde conseguirão um emprego braçal – seja o preparo do solo para plantações, seja a ampliação dos capinzais para o gado, seja no corte de árvores para ampliação dos espaços ditos produtivos, seja no trabalho rápido e esgotante nas épocas de colheitas. Quando despedidos são obrigados a voltar para áreas de beira de estradas onde existem rústicas aldeias ou “ruas” pseudo-comerciais.</p>
<p>Temos acompanhado, desde 1972, os problemas criados por capatazes autoritários em propriedades amazônicas, pertencentes a pessoas ou grupos de pessoas alienígenas. Conflitos dos mais diferentes tipos acontecem entre pobres trabalhadores silvos-rurais e os donos de propriedades dos mais diferentes tipos. Há uma resistência permanente em face à remuneração dos que vem de fora em face dos minguados preços pagos aos que nasceram na própria Amazônia. Reciprocamente, o comportamento dos proprietários em relação aos poucos tratos de terras férteis pertencentes a reservas indígenas é catastrófico e quase insolúvel. Um dia encontrei em um aeroporto um proprietário de uma fazenda, que ia viajar para a Amazônia no noroeste da Roraima, onde possuía suas terras. Perguntei-lhe qual era a relação entre seus camaradas e os índios Yanomamis da região, e a resposta infeliz veio rápida e antiética: “Para eles, é o meu capataz que responde, erguendo seu perigoso facão”.</p>
<p>Numa ocasião, ao término de uma visita a uma fazenda dedicada à pecuária, nos pediram que em nossa volta levássemos para uma farmácia um camarada doente, que estava passando muito mal. Na realidade, era alguém que contraiu uma malária radical, designada por “tersã maligna”. Não dá para falar sobre o triste estado do pobre trabalhador, sentado no banco detrás do meu carro. Na farmácia, tomamos conhecimento que em casos similares a única providencia era um coquetel de remédios agressivos, por meio dos quais o pobre doente “melhorava ou morria”.</p>
<p>Na rodovia entre Rio Branco e Brasiléia (Acre), pudemos sentir o ódio que alguns jovens tinham para o que chamavam de “paulistas”, os quais teriam comprado terras durante os trabalhos de construção da estrada. O desmate interfluvial fez com que as cabeceiras de igarapés secassem; e que muitas propriedades da terra firme desmatada, ficassem sem qualquer atividade produtiva. Explicação dos acreanos: inadimplência dos proprietários alienígenas  “porque nunca eles quiseram fazer uma parceria conosco,  que temos muito mais experiência sobre atividades agrárias em nossa região”.  Note-se que o termo “paulista” dizia respeito a qualquer pessoa procedente do centro sul do Brasil. Tal como nessa imensa área, todos os migrantes são designados por “baianos”, independentemente de onde tenham vindo.</p>
<p>Aqui chegados em nossas considerações, torna-se indispensável referir-se a atividades de pequenos produtores familiares, dotados de terras mais férteis, de dimensões limitadas, tais como várzeas de ricos solos fluvio-aluviais ao longo do rio Amazonas, ou de pequenas áreas de terra firme dotadas de oxisolos oriundos da decomposição de basaltos ou diabásios [infelizmente, porém, essas últimas áreas são bastante raras, envolvendo em seu espaço total menos de oito mil quilômetros quadrados]. Ou em um modelo localizado de plantações em praias de estiagem do rio Acre. Ou, onde vicejam linearmente melancias, melões e algumas plantas alimentares. Ou em bordas de florestas restantes em terrenos de projetos falidos, onde se estabeleceu o importante e famoso projeto RECA. Houve um tempo em que muito se falou em reservas extrativistas, a partir do Acre de Chico Mendes, ampliado para todo o território amazônico. Evidentemente, houve muito exagero nessa campanha, tão simpática quanto inviável. Mas aconteceu felizmente uma proposta bem mais complexa e diversificada, que pode ter grande aplicação a curto e médio prazo; a qual introduzia atividades mais lógicas e produtivas, sem de tudo eliminar o sentido complementar do extrativismo. Trata-se de um modelo pioneiro, inventado por um ex-padre francês, de origem rural, que após conhecer o Paraná foi para o Acre com a ideia de trabalhar na reutilização de áreas degradadas. Após conversar com o inteligente Bispo Don Grec, em Rio Branco, resolveu fazer uma experiência extremamente válida e quase científica porque se utilizou do chamado “efeito de borda” para iniciar plantações com espécies amazônicas, tais como açaí, cupuaçu e pupunha. Seu projeto foi feito em cooperação com amazonidas residentes na fronteira da Rondônia com o Acre, tendo foco inicial na pequena cidade de Nova Califórnia.</p>
<p>Nenhum governo soube perceber o quanto o projeto ali instalado e desenvolvido, poderia ser útil para numerosas outras áreas de borda de matas remanescentes. Sem falar que no seio da floresta continuava o projeto extrativista tão caro aos companheiros do extraordinário acreano Chico Mendes. Além do que, o chamado “reflorestamento econômico concentrado e adensado” (RECA), teve um caráter didático para os cooperados que se integraram no trabalho, produzindo espécies amazônicas e produtos comestíveis importantes para sua alimentação (como açaí, abacaxis, castanhas e, sobretudo, mandioca). Na borda das florestas, devido à forte luminosidade e hidratação caída das folhas e galhos poderão ser produzidas muito mais coisas ainda, a favor dos amazonidas, tais como bananeiras e mamoeiros, e diversas outras plantas frutíferas. Muita coisa ainda resta ser analisada, no famoso projeto, que infelizmente foi muito pouco compreendido por técnicos e governantes.</p>
<p>Nas mudanças que se pretendem fazer para o atual Código Florestal existem alguns tópicos extremamente criticáveis. Ao se discutir o tamanho de propriedades familiares se definiu as mesmas até quatrocentos hectares. Fato que significa que todas as pequenas e médias propriedades produtoras, ou parcialmente aproveitadas, até 400 hectares poderão ser totalmente desmatadas. O fato de considerar o espaço de propriedades familiares até o nível de 400 hectares é um absurdo total. Trata-se de uma excessiva flexibilização que poderá produzir um mosaico detruidor de florestas ao longo de rodovias, estradas, riozinhos e igarapés. Um cenário trágico para o futuro, em processo no interior da Amazônia brasileira. No entanto, propriedade de 100 a 400 hectares, que conservassem um razoável percentual de matas no seu entorno, poderiam receber esquemas parecidos com o projeto RECA, na borda dos remanescentes florestais. Fato que não foi considerado nem de passagem pelos idealizadores e relatores de um novo Código Florestal. Razão pela qual deixamos aqui além de uma crítica, que julgamos absolutamente necessária, uma proposição de acréscimos de atividades para pequenas e médias propriedade familiares. Lembrando que quem faz críticas tem que elaborar propostas bem planejadas para resolver as situações consideradas negativas.</p>
<p>Anotamos ainda que a ideia de reduzir para 15 metros faixas de proteção de florestas beiradeiras (mini-biomas ripários) tem um caráter extremamente genérico e de duvidosa aplicabilidade.  A nosso ver não é possível limitar, generalizadamente, as áreas beiradeiras, em termos de alguns metros de largura. Pelo contrário, é necessário considerar os fatos relacionados a igarapés, riozinhos, rios, e “parás” (grandes rios), utilizando a tipologia popular amazonida. A impressão que se tem é de que, determinando uma largura geral para proteção, estaríamos possibilitando desmates no nível de todos os espaços situados entre a beira de cursos d’água até muito além onde se situam os interflúvios de colinas ou encostas de pequenas serranias amazônicas. Existe toda uma aula a ser dada sobre essa problemática que tende a criar cenários extremamente caóticos em relação ao futuro a diferentes profundidades de tempo.</p>
<p>Um comentário quase final: não se faz qualquer projeto de interesse nacional pensando apenas em favorecer de imediato só uma geração do presente, em termos de especulação com espaços ecológicos, mesmo porque somos de opinião que devemos pensar no sucesso de todos os grupos humanos, ao longo de muito tempo. Uma questão de bioética com o futuro. Sem pensar na grande capacidade que o conjunto das imensas florestas equatoriais zonais preservadas da Amazônia tem em relação ao clima do planeta Terra; assunto que preocupa todos os pesquisadores sensíveis do mundo. Gente que espera que o Brasil faça uma proteção integrada da maior área de vegetação florestal que ainda resta em regiões equatoriais e sub-equatorias do mundo. Será muito triste, cultural e politicamente falando, que pessoas de diversas partes do mundo ao lerem as mudanças absurdas pretendidas para o Código Florestal, venham a dizer que fica comprovado que “o Brasil não tem capacidade para administrar e gerenciar a Amazônia”. Ainda que em outros países haja um interesse permanente em adquirir por preços irrisórios as madeiras do território amazônico. Tristes frases que sempre vem sendo ditas ao sabor de trágicos acontecimentos ocorridos em nossa principal área de vegetação florestal, que se estende por alguns milhões de quilômetros quadrados.</p>
<p>A utopia de um desenvolvimento com o máximo de florestas em pé não pode ser eliminada por princípio em função de mudanças radicais do Código Florestal, sendo necessário pensar no território total de nosso país, sob um ampliado e correto Código de Biodiversidade. Ou seja, um pensamento que envolva as nossas grandes florestas (Amazônia e Matas Tropicais Atlânticas), o domínio das caatingas e agrestes sertanejos, planaltos centrais com cerrados, cerradões e campestres; os planaltos de araucárias sul-brasileiros, as pradarias mistas do Rio Grande do Sul, e os redutos e mini-biomas da costa brasileira e do Pantanal mato-grossense, e faixas de transição e contrato (core-áreas) de todos os domínios morfoclimáticos e fitogeográficos brasileiros).</p>
<p>Seria necessário que os pretensos reformuladores do Código Florestal lançassem sobre o papel os limites de glebas de quinhentos a milhares de hectares, e dentro de cada parcela das glebas colocasse indicações de 20% correspondente às florestas ditas preservadas. E, observando o resultado desse mapeamento simulado, poderiam perceber que o caminho da devastação lenta e progressiva iria criar alguns quadros de devastação similares ao que já aconteceu nos confins das longas estradas e seus ramais, em espaços de quarteirões implantados para venda de lotes de cinquenta a <img class="size-full wp-image-448 alignleft" src="http://www.anagea.org.br/wp-content/uploads/2010/08/aziz.jpg" alt="" width="117" height="150" />cem hectares, onde o arrasamento de florestas no interior de cada quarteirão foi total e inconseqüente, decorridos poucos anos.</p>
<p><strong> Aziz Nacib Ab Sáber</strong></p>
<p><strong> São Paulo, 21 de julho de 2010</strong></p>
<p><strong>Fonte: </strong>http://www.sbpcnet.org.br/site/home/</p>
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		<title>Unicamp oferece curso de Educação Ambiental gratuito</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 13:34:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
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		<description><![CDATA[A UNICAMP está oferecendo uma disciplina de EDUCAÇÃO AMBIENTAL gratuita e aberta a interessados de fora da Universidade: basta ser graduando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>UNICAMP</strong> está oferecendo uma disciplina de <strong>EDUCAÇÃO AMBIENTAL</strong> gratuita e aberta a interessados de fora da Universidade: basta ser graduando ou graduado, para se inscrever como estudante especial oficialmente, com direito a certificado.</p>
<p>Ela será ministrada na UNICAMP, no campus de CAMPINAS, às quartas-feiras, das 08:00 às 12:00.</p>
<p>Serão 15 encontros, iniciando-se no dia 11 de agosto de 2010. Veja a descrição da disciplina abaixo.</p>
<p>Para se inscrever como estudante especial é preciso:</p>
<p>1) entrar no <a href="http://www.dac.unicamp.br/portal/grad/estudante_especial/index.html"><strong>SITE</strong></a>.</p>
<p>2) preencher o &#8220;formulário para inscrição de estudante especial&#8221; (a sigla/nome da disciplina é AM-016 Educação Ambiental, turma &#8220;A&#8221;</p>
<p>2) imprimir o fomulário preenchido e levar a UNICAMP de Limeira (Faculdade de Tecnologia) para conseguir a assinatura de uma das coordenadoras de Graduação: profa. Cassiana Coneglian ou Luiza Gachet (tel.: 19-2113-3348 &#8211; liguem antes para saber os horários delas e/ou para saber quando elas estarão, excepcionalmente, em Campinas)</p>
<p>3) <strong>no dia 06/08 (exclusivamente)</strong>, fazer a inscrição na disciplina, levando o formulário preenchido e assinado, na UNICAMP de CAMPINAS, na DAC &#8211; Diretoria Acadêmica, juntamente com:</p>
<p>cópia autenticada ou acompanhada do original do diploma de curso superior ou certificado de conclusão de curso para os graduados OU; cópia autenticada ou acompanhada do original do atestado de matrícula e histórico escolar para aqueles que estejam cursando graduação em outra IES.</p>
<p>4) AS AULAS SE INICIAM NO DIA 11/08, às 08:00, no mesmo prédio da Diretoria Acadêmica, sala PB12, primeiro andar.</p>
<p>Vejam, a seguir uma descrição da disciplina.</p>
<p><strong> OBJETIVOS</strong>:</p>
<p>Desenvolvendo alguns dos mais relevantes tópicos relativos à Educação Ambiental (história, princípios, experiências, avaliação, etc.) a disciplina tem como principais objetivos:<br />
- construção de uma noção de responsabilidade sócioambiental inerente a toda forma de conhecimento ;<br />
- valorização da educação como estratégia de transformação política da Sociedade<br />
- desenvolvimento de um diálogo interdisciplinar na Universidade e desta com os demais saberes da Sociedade;<br />
- valorização/diálogo com outras formas de expressão e percepção da realidade ;<br />
- discussão e construção coletiva de conceitos e valores relativos à melhoria da nossa vida em sociedade.</p>
<p>O programa está dividido em 03 blocos que se entrelaçam no decorrer dos 15 encontros de 04 horas cada.</p>
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		<title>IV Fórum de valorização dos Tecnólogos da Engenharia</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 20:28:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[De 19 a 21 de Agosto de 2010 &#8211; Cuiabá &#8211; Mato Grosso
Evento integrado a 67ª SOEAA
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>De 19 a 21 de Agosto de 2010 &#8211; Cuiabá &#8211; Mato Grosso</strong></p>
<p><strong>Evento integrado a 67ª SOEAA</strong></p>
<p><strong>(Semana Oficial da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia)</strong></p>
<p><strong>LOCAL: Informações: Workout Business: (11) 5531-0847 ou secretaria_forum@ant.org.br</strong></p>
<p><strong>Patrocínio: CONFEA &#8211; Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.</strong></p>
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		<title>IV Simpósio História, Energia e Meio Ambiente</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 14:14:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Energia e Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[IV Simpósio História]]></category>

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		<description><![CDATA[Rede Museu da Energia da Fundação Energia e Saneamento &#8211; em parceria com o Centro de Estudos Ambientais (CEA/ UNESP de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rede Museu da Energia da Fundação Energia e Saneamento &#8211; em parceria com o Centro de Estudos Ambientais (CEA/ UNESP de Rio Claro), as Faculdades Claretianas e CECEMCA (UNESP de Rio Claro) &#8211; promovem o<strong> IV Simpósio História, Energia e Meio Ambiente.</strong></p>
<p>O evento acontece nos dia <strong>20, 21 e 22 de outubro</strong> no Anfiteatro do CEA da UNESP e no dia 23, no Museu da Energia Usina-Parque Rio Claro, onde os participantes terão atividades ecológicas e culturais.</p>
<p>O tema do evento será <strong>&#8220;Energias limpas no contexto das Mudanças Climáticas Globais&#8221;</strong> e, com esta realização, busca-se contribuir para promover o intercâmbio e a difusão da produção científica e estimular o debate sobre a relação entre energia e meio ambiente para uma cultura de desenvolvimento sustentável.</p>
<p>As inscrições e o pagamento da taxa de inscrição devem ser feitos até o dia 15 de outubro, pelo site da Rede Museu da Energia, por meio de deposito bancário no Banco Banespa em nome da Fundação Patrimônio Histórico da Energia e Saneamento, agência 0114, conta corrente 13.003044-3.</p>
<p>O comprovante do deposito deve ser encaminhado para  <strong><a href="mailto:rlandim@museudaenergia.org.br">rlandim@museudaenergia.org.br</a></strong> ou através do Fax (19) 3523-6861, até o dia 15 de outubro.</p>
<p><strong>A inscrição só será efetivada após confirmação de pagamento.</strong></p>
<p><strong><em>Valores</em></strong></p>
<p>Estudantes do Ensino Médio: R$ 15,00</p>
<p>Estudantes de Graduação: R$ 20,00</p>
<p>Estudantes de Pós-Graduação: R$ 25,00</p>
<p>Profissionais: R$ 30,00<strong></strong></p>
<p><strong>Local do Evento:</strong></p>
<p><em>20, 21 e 22 de outubro</em> &#8211; Anfiteatro do CEA (Centro de Estudos Ambientais) da UNESP</p>
<p>Avenida 24 A, n°1515 &#8211; Bela Vista &#8211; Rio Claro &#8211; SP</p>
<p><em>23 de outubro &#8211; </em>Museu da Energia Usina-Parque do Corumbataí</p>
<p>Rodovia Fausto Santomauro (SP 127), km 3, Distrito de Assistência &#8211; Rio Claro &#8211; SP</p>
<p><strong>Programação completa e inscrições<a href="http://www.energiaesaneamento.org.br/noticias/detalhe.php?uidn=89"> </a></strong><strong><a href="http://www.energiaesaneamento.org.br/noticias/detalhe.php?uidn=89"><span style="color: #339966;">AQUI</span></a>.</strong></p>
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		<title>Reconhecimento, regulamentação e inserção profissional  do  Gestor Ambiental</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 14:36:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[ANAGEA]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[CBO]]></category>
		<category><![CDATA[CREA]]></category>
		<category><![CDATA[gestor ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[mercado trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[PL 5825/2009]]></category>

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		<description><![CDATA[Para os gestores ambientais e universidades

O reconhecimento profissional, a regulamentação da profissão e a efetiva inserção do gestor ambiental no mercado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Para os gestores ambientais e universidades<br />
</strong></h3>
<p>O reconhecimento profissional, a regulamentação da profissão e a efetiva inserção do gestor ambiental no mercado de trabalho, têm sido tema de debate em diversos fóruns pelo Brasil. A <strong>ANAGEA</strong>, com o propósito de esclarecer a situação atual dos profissionais em gestão ambiental, graduado nas três modalidades de formação, publica este documento.</p>
<p>Antes de entrar no mérito da questão dos conselhos profissionais, é importante falar sobre o <a href="http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=446048"><strong>projeto de lei 5825/2009</strong></a> que, aprovado, exige que todas as empresas do cadastro de potencialmente poluidoras e utilizadora de recursos naturais, contratem um profissional graduado ou pós graduado em gestão ambiental exigindo apenas o diploma na área correspondente. Muitos gestores ambientais me perguntam; por que apresentamos um projeto abrangente, por que não reservar somente aos GAs graduados os postos de trabalho criados quando aprovado o PL? Explico: A Constituição Federal não permite, à princípio, a reserva de direitos e a resolução do <strong><a href="http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res86/res0186.html">CONAMA 001</a></strong> ( do licenciamento ambiental ) também prevê a presença de equipes multidisciplinares. Portanto, exclusivizar atribuições representa uma transgressão à legislação, seria sujeita-lo à derrota. Quando sugerimos que todas as empresas do citado cadastro sejam obrigadas a contratar um gestor ambiental, ampliamos, de forma extraordinária os postos de trabalho, além da segurança ambiental desejada ao sistema produtivo.</p>
<p>Feito este esclarecimento quanto ao projeto de lei que sustentamos, podemos entrar  na questão dos conselhos profissionais e o reconhecimento profissional conquistado pelos tecnólogos. A discussão sobre conselho profissional e, particularmente, sobre o CREA, tem sido tema recorrente em visitas que fazemos à universidades, debates internos da ANAGEA, debates com outras instituições e pedidos de informações de gestores que acessam a pagina da web da associação, merece, portanto, uma reflexão mais aprofundada. Desde a fundação da ANAGEA, temos mantido  conversações com o CREA, especificamente com a CEAP (Comissão de Educação e Atribuição Profissional), departamento que sustenta boa parte das investidas sobre a educação profissionalizante ( cursos tecnológicos). Em meados do ano passado, através de convite a título de fornecimento de instruções para o preenchimento de formulário de requerimento de credenciamento das universidades à está autarquia federal, uma exigência esdrúxula e descabida indignou os participantes da reunião- a carga horária dos cursos tecnológicos de gestão ambiental teria que ser aumentada para 2.400hs para as turmas em curso e as universidades deviam complementar a carga horária dos egressos com carga horária menor da que o órgão exigia- Pergunta: Para que; se os coordenadores presentes à reunião representavam o curso de gestão ambiental? A confusão estava criada.</p>
<p>Houve muito tumulto e discórdia no encontro e o objetivo principal perdeu-se por conta das imposições descabidas.</p>
<p><strong>Uma análise</strong>: O quorum da reunião era dado, predominantemente, por coordenadores de curso tecnológico em gestão ambiental, porém, está graduação não consta como especialidade contemplada na resolução 1010 do confea, que normatiza e estabelece atribuições às carreiras do sistema CREA Confea. A exigência imposta pela CEAP para o credenciamento de uma universidade ao sistema são as seguintes:</p>
<p><strong>-Carga horária de 2.400 hs</strong></p>
<p><strong>- número de docentes ENGENHEIROS estabelecido pelo CREA.</strong></p>
<p><strong>- Matriz curricular com ênfase em efluentes e resíduos.</strong></p>
<p>Pois bem, cumpridas as exigências, seu curso Tecnológico de gestão ambiental se transforma em <strong>TECNOLÓGICO DE  SANEAMENTO AMBIENTAL</strong>, com atribuições muito a quem das de uma graduação em gestão ambiental e com suas competências subordinadas integralmente a um engenheiro. Apenas para ilustrar essas afirmações, cito o exemplo de outros profissionais da área tecnológica vinculados ao CREA que, apenas conseguem trabalhar e, com o mínimo de atribuições, através de mandado de segurança expedido pela justiça de São Paulo. Portanto, espero que esse conflito entre gestor ambiental e o CREA tenha ficado bem claro. A insistência das universidades e alunos dos cursos de gestão ambiental em procurar o CREA, somados às exigências deste conselho, levará ao final da carreira. E isso é tudo o que os CREA quer. Para as universidades que prometem inscrição de seus alunos no CREA, fiquem cientes que apenas o curso de saneamento ambiental é aceito no sistema e, mesmo assim, com as exigências descritas acima.</p>
<p>Com relação ao CRA (conselho regional de administração), a resolução publicada no final do ano passado por esse conselho, representa um ingrediente a mais nessa disputa. Excetuando-se os tecnólogos vinculados à área das engenharias, todas as demais são abarcadas pelo CRA sem nenhuma espécie de imposição ou exigência às universidades quanto ao corpo docente nem à matriz curricular. Basta o egresso ir à uma delegacia deste conselho com seu diploma e solicitar o cadastro. Ele acata as atribuições estabelecidas pelo MEC e a matriz curricular da universidade. Isso é respeito à lei federal</p>
<p>Mas, sem dúvida, a grande conquista dos tecnólogos em gestão ambiental, foi o reconhecimento profissional por parte do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que, sob o código 2140-10, com a denominação “Tecnólogo em Gestão Ambiental” incluiu esse profissional no mercado de trabalho de forma consistente e definitiva. O que representa isso? Qualquer empresa pública ou privada que necessite contratar um gestor ambiental sob o regime de trabalho celetista, ou seja, com a carteira de trabalho assinada e com todos os direitos trabalhistas assegurados, a partir de agora poderá fazê-lo, ou, até mesmo contratar uma assessoria de um tecnólogo em gestão ambiental.</p>
<p><strong>Quando publicada a nova tabela da CBO<br />
</strong>(Classificação Brasileira de ocupações) documento que estabelece os parâmetros para a contratação de qualquer profissional, indicava o CREA como conselho de classe exigível aos tecnólogos em gestão ambiental, entretanto, a pronta ação da ANAGEA solicitou a retirada dessa exigência  e o argumento foi imbatível. Como a CBO pode indicar um conselho no qual não consta o Gestor ambiental com as atribuições da tabela publicada e a ser seguida como referência para as contratações, se Gestão Ambiental não consta na grade de profissões desse conselho?</p>
<p>Há uma polêmica e um entendimento estreito sobre esse procedimento de reconhecimento de uma profissão,  vamos tentar esclarecer: Quando uma empresa quer contratar um funcionário de qualquer ocupação, deve fazê-lo pelas vias legais, ou seja, deve registrar o empregado em carteira de trabalho e recolher os tributos e direitos trabalhistas  que incidem sobre o salário pago a ele: Imposto de renda, fundo de garantia, previdência social e demais arrecadações. Entretanto, apenas as profissões constantes na CBO podem ser contratadas pelo regime celetista. Muitos afirmam que a presença do tecnólogo em gestão ambiental não representa avanço. Ora, se para operar na legalidade a empresa deve recorrer à tabela da CBO e apenas profissões reconhecidas constam da mesma, concluímos ser esse um avanço extraordinário</p>
<p>O reconhecimento por parte do governo federal desse profissional também é digno de menção. A lei 10.410 de 2002, que cria e disciplina a carreira de especialista em meio ambiente no âmbito da administração pública federal, prevê a presença do gestor ambiental, com todas as  atribuições e, bastando a comprovação do diploma de curso superior na área para, depois de processo seletivo, ingressar na carreira e, o mais importante, sem a necessidade de registro em conselho de classe para o ingresso. Como podemos ver, o Estado nos garante direitos, se para isso formos obrigados a fazer a lei ser cumprida por via judicial, que assim seja.</p>
<p>A <strong>ANAGEA</strong> sente-se honrada em representar os Gestores Ambientais e o faz da maneira mais responsável que poderia. Fundamentar suas ações na legalidade foi a melhor escolha para os gestores ambientais e para o Brasil, afinal, somos profissionais imprescindíveis e já estamos ocupando nosso espaço. Alguns insinuam que pretendemos ser engenheiros; a insinuação não confere, mas não deixaremos de indicar que existem atualmente no Brasil 12 milhões de habitações em condições precárias, construídas sem plantas e muitas delas sobre “lixão”. Como entidade representativa de classe, cumpriremos nossa função;  defender os interesses da classe que, em última instância é o interesse do todo.  Por isso precisamos de todos os Gestores Ambientais, precisamos que nos acompanhem nos projetos que apoiamos e nas leis que tentamos alterar para mudar  essa realidade, tanto a do Gestor Ambiental como do Brasil. Vamos construir um Brasil sustentável e acima de tudo, justo.</p>
<h5><strong>Léo Urbini<br />
Presidente da ANAGEA</strong></h5>
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