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	<title>ANAGEA &#187; artigos</title>
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	<description>Associação Nacional dos Gestores Ambientais</description>
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		<title>Reconhecimento, regulamentação e inserção profissional  do  Gestor Ambiental</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Aug 2011 23:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para os gestores ambientais e universidades

O reconhecimento profissional, a regulamentação da profissão e a efetiva inserção do gestor ambiental no mercado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Para os gestores ambientais e universidades<br />
</strong></h3>
<p>O reconhecimento profissional, a regulamentação da profissão e a efetiva inserção do gestor ambiental no mercado de trabalho, têm sido tema de debate em diversos fóruns pelo Brasil. A <strong>ANAGEA</strong>, com o propósito de esclarecer a situação atual dos profissionais em gestão ambiental, graduado nas três modalidades de formação, publica este documento.</p>
<p>Antes de entrar no mérito da questão dos conselhos profissionais, é importante falar sobre o <a href="http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=446048"><strong>projeto de lei 5825/2009</strong></a> que, aprovado, exige que todas as empresas do cadastro de potencialmente poluidoras e utilizadora de recursos naturais, contratem um profissional graduado ou pós graduado em gestão ambiental exigindo apenas o diploma na área correspondente. Muitos gestores ambientais me perguntam; por que apresentamos um projeto abrangente, por que não reservar somente aos GAs graduados os postos de trabalho criados quando aprovado o PL? Explico: A Constituição Federal não permite, à princípio, a reserva de direitos e a resolução do <strong><a href="http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res86/res0186.html">CONAMA 001</a></strong> ( do licenciamento ambiental ) também prevê a presença de equipes multidisciplinares. Portanto, exclusivizar atribuições representa uma transgressão à legislação, seria sujeita-lo à derrota. Quando sugerimos que todas as empresas do citado cadastro sejam obrigadas a contratar um gestor ambiental, ampliamos, de forma extraordinária os postos de trabalho, além da segurança ambiental desejada ao sistema produtivo.</p>
<p>Feito este esclarecimento quanto ao projeto de lei que sustentamos, podemos entrar  na questão dos conselhos profissionais e o reconhecimento profissional conquistado pelos tecnólogos. A discussão sobre conselho profissional e, particularmente, sobre o CREA, tem sido tema recorrente em visitas que fazemos à universidades, debates internos da ANAGEA, debates com outras instituições e pedidos de informações de gestores que acessam a pagina da web da associação, merece, portanto, uma reflexão mais aprofundada. Desde a fundação da ANAGEA, temos mantido  conversações com o CREA, especificamente com a CEAP (Comissão de Educação e Atribuição Profissional), departamento que sustenta boa parte das investidas sobre a educação profissionalizante ( cursos tecnológicos). Em meados do ano passado, através de convite a título de fornecimento de instruções para o preenchimento de formulário de requerimento de credenciamento das universidades à está autarquia federal, uma exigência esdrúxula e descabida indignou os participantes da reunião- a carga horária dos cursos tecnológicos de gestão ambiental teria que ser aumentada para 2.400hs para as turmas em curso e as universidades deviam complementar a carga horária dos egressos com carga horária menor da que o órgão exigia- Pergunta: Para que; se os coordenadores presentes à reunião representavam o curso de gestão ambiental? A confusão estava criada.</p>
<p>Houve muito tumulto e discórdia no encontro e o objetivo principal perdeu-se por conta das imposições descabidas.</p>
<p><strong>Uma análise</strong>: O quorum da reunião era dado, predominantemente, por coordenadores de curso tecnológico em gestão ambiental, porém, está graduação não consta como especialidade contemplada na resolução 1010 do confea, que normatiza e estabelece atribuições às carreiras do sistema CREA Confea. A exigência imposta pela CEAP para o credenciamento de uma universidade ao sistema são as seguintes:</p>
<p><strong>-Carga horária de 2.400 hs</strong></p>
<p><strong>- número de docentes ENGENHEIROS estabelecido pelo CREA.</strong></p>
<p><strong>- Matriz curricular com ênfase em efluentes e resíduos.</strong></p>
<p>Pois bem, cumpridas as exigências, seu curso Tecnológico de gestão ambiental se transforma em <strong>TECNOLÓGICO DE  SANEAMENTO AMBIENTAL</strong>, com atribuições muito a quem das de uma graduação em gestão ambiental e com suas competências subordinadas integralmente a um engenheiro. Apenas para ilustrar essas afirmações, cito o exemplo de outros profissionais da área tecnológica vinculados ao CREA que, apenas conseguem trabalhar e, com o mínimo de atribuições, através de mandado de segurança expedido pela justiça de São Paulo. Portanto, espero que esse conflito entre gestor ambiental e o CREA tenha ficado bem claro. A insistência das universidades e alunos dos cursos de gestão ambiental em procurar o CREA, somados às exigências deste conselho, levará ao final da carreira. E isso é tudo o que os CREA quer. Para as universidades que prometem inscrição de seus alunos no CREA, fiquem cientes que apenas o curso de saneamento ambiental é aceito no sistema e, mesmo assim, com as exigências descritas acima.</p>
<p>Com relação ao CRA (conselho regional de administração), a resolução publicada no final do ano passado por esse conselho, representa um ingrediente a mais nessa disputa. Excetuando-se os tecnólogos vinculados à área das engenharias, todas as demais são abarcadas pelo CRA sem nenhuma espécie de imposição ou exigência às universidades quanto ao corpo docente nem à matriz curricular. Basta o egresso ir à uma delegacia deste conselho com seu diploma e solicitar o cadastro. Ele acata as atribuições estabelecidas pelo MEC e a matriz curricular da universidade. Isso é respeito à lei federal</p>
<p>Mas, sem dúvida, a grande conquista dos tecnólogos em gestão ambiental, foi o reconhecimento profissional por parte do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que, sob o código 2140-10, com a denominação “Tecnólogo em Gestão Ambiental” incluiu esse profissional no mercado de trabalho de forma consistente e definitiva. O que representa isso? Qualquer empresa pública ou privada que necessite contratar um gestor ambiental sob o regime de trabalho celetista, ou seja, com a carteira de trabalho assinada e com todos os direitos trabalhistas assegurados, a partir de agora poderá fazê-lo, ou, até mesmo contratar uma assessoria de um tecnólogo em gestão ambiental.</p>
<p><strong>Quando publicada a nova tabela da CBO<br />
</strong>(Classificação Brasileira de ocupações) documento que estabelece os parâmetros para a contratação de qualquer profissional, indicava o CREA como conselho de classe exigível aos tecnólogos em gestão ambiental, entretanto, a pronta ação da ANAGEA solicitou a retirada dessa exigência  e o argumento foi imbatível. Como a CBO pode indicar um conselho no qual não consta o Gestor ambiental com as atribuições da tabela publicada e a ser seguida como referência para as contratações, se Gestão Ambiental não consta na grade de profissões desse conselho?</p>
<p>Há uma polêmica e um entendimento estreito sobre esse procedimento de reconhecimento de uma profissão,  vamos tentar esclarecer: Quando uma empresa quer contratar um funcionário de qualquer ocupação, deve fazê-lo pelas vias legais, ou seja, deve registrar o empregado em carteira de trabalho e recolher os tributos e direitos trabalhistas  que incidem sobre o salário pago a ele: Imposto de renda, fundo de garantia, previdência social e demais arrecadações. Entretanto, apenas as profissões constantes na CBO podem ser contratadas pelo regime celetista. Muitos afirmam que a presença do tecnólogo em gestão ambiental não representa avanço. Ora, se para operar na legalidade a empresa deve recorrer à tabela da CBO e apenas profissões reconhecidas constam da mesma, concluímos ser esse um avanço extraordinário</p>
<p>O reconhecimento por parte do governo federal desse profissional também é digno de menção. A lei 10.410 de 2002, que cria e disciplina a carreira de especialista em meio ambiente no âmbito da administração pública federal, prevê a presença do gestor ambiental, com todas as  atribuições e, bastando a comprovação do diploma de curso superior na área para, depois de processo seletivo, ingressar na carreira e, o mais importante, sem a necessidade de registro em conselho de classe para o ingresso. Como podemos ver, o Estado nos garante direitos, se para isso formos obrigados a fazer a lei ser cumprida por via judicial, que assim seja.</p>
<p>A <strong>ANAGEA</strong> sente-se honrada em representar os Gestores Ambientais e o faz da maneira mais responsável que poderia. Fundamentar suas ações na legalidade foi a melhor escolha para os gestores ambientais e para o Brasil, afinal, somos profissionais imprescindíveis e já estamos ocupando nosso espaço. Alguns insinuam que pretendemos ser engenheiros; a insinuação não confere, mas não deixaremos de indicar que existem atualmente no Brasil 12 milhões de habitações em condições precárias, construídas sem plantas e muitas delas sobre “lixão”. Como entidade representativa de classe, cumpriremos nossa função;  defender os interesses da classe que, em última instância é o interesse do todo.  Por isso precisamos de todos os Gestores Ambientais, precisamos que nos acompanhem nos projetos que apoiamos e nas leis que tentamos alterar para mudar  essa realidade, tanto a do Gestor Ambiental como do Brasil. Vamos construir um Brasil sustentável e acima de tudo, justo.</p>
<h5><strong>Léo Urbini<br />
Membro da ANAGEA</strong></h5>
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		<title>Uma questão de sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 12:25:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito se diz hoje sobre sustentabilidade. Muito se fala sobre mundo sustentável, bairro sustentável, vila sustentável, empresas sustentáveis, ações sustentáveis, etc&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><img class="alignleft size-full wp-image-718" src="http://www.anagea.org.br/wp-content/uploads/2011/08/sustentabilidade.jpg" alt="" width="180" height="180" />Muito se diz hoje sobre sustentabilidade. Muito se fala sobre mundo sustentável, bairro sustentável, vila sustentável, empresas sustentáveis, ações sustentáveis, etc&#8230; Porém, o que não se ouve falar é o que, de fato, é a questão da sustentabilidade e o que fazer para entendê-la.</div>
<div id="_mcePaste">Vamos lá. Antes de tudo, é necessário termos em mente o que significa a palavra sustentabilidade. Então, segundo o dicionário Aurélio, entre outros significados e, não menos importante temos o seguinte: sutentabilidade deriva da palavra sustável, que por sua vez significa sustentar-se, suster-se, equilibrar-se.</div>
<div id="_mcePaste">Levando em consideração essa definição, podemos ‘enquadrar’ e entender a questão da sustentabilidade como algo essencial e primordial para que possamos gerenciar melhor nosso meio ambiente.</div>
<div id="_mcePaste">Vejamos, seria lógico no mundo em que vivemos hoje, continuarmos consumindo tudo que nos dá vontade, sem ao menos pensar: mas de onde será que veio a matéria prima que gerou este produto? Mas como será que isso foi embalado? Para onde irá a embalagem? Você já pensou nisso?</div>
<div id="_mcePaste">É óbvio que, mudanças culturais não acontecem do dia para a noite. Mudanças são complexas por si só, e, quando se trata de consumo, aí fica muito mais complicado. Não conheço ninguém que tenha um carro e queira voltar a ficar sem. Não conheço ninguém que tenha um celular e queira desistir de usá-lo. Não conheço ninguém que possua televisão de LCD, ou Led e não se interesse por um modelo mais moderno. É assim. Ninguém se preocupa com a questão da sustentabilidade. Ninguém se pergunta se esta forma de consumo vai durar para sempre e se vai ser acessível para todos.</div>
<div id="_mcePaste">Claro, conforto ninguém quer perder. Nem eu. O que precisa ser feito é uma ‘retificação’ na forma de produzir, destinar e descartar o produto. A reciclagem e a reutilização de materiais utilizados nos mais diversos produtos de consumo diário podem e devem ser colocadas em prática. Apesar de sabemos que falta muita coisa para que essas ‘engrenagens sejam encaixadas’, não podemos desistir de colaborar com nossa parte, por menor que seja, se quisermos um mundo melhor para as futuras gerações.</div>
<div id="_mcePaste">Falando um pouco do ponto de vista da Gestão Ambiental e sabendo da dinâmica do mundo globalizado e polarizado de hoje, temos que pensar em algumas alternativas e colocar idéias e ideais em prática. Novas profissões surgem, novos olhares, nova ordem! Serão necessárias mudanças severas para a conquista de uma sociedade ‘sustentável’.</div>
<div id="_mcePaste">Não se trata apenas de deixar de consumir ou consumir menos, mas sim de avaliar e repensar para poder tomar decisões acertadas e, além de cumprir um papel de cidadão ou cidadã, exigir mais das autoridades competentes soluções para os problemas ambientais. Afinal de contas somos todos parte do mesmo ecossistema. E a questão da sustentabilidade tem que ser entendida já. Pense nisso!</div>
<div id="_mcePaste"><strong>Raquel Moraes - Gestora Ambiental</strong></div>
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		<title>Águas que movem moinhos</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Mar 2011 23:24:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigo do joão]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 22 de março é comemorado em todo o mundo o Dia da Água. Eventos são realizados, palestras feitas e estatísticas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 22 de março é comemorado em todo o mundo o Dia da Água. Eventos são realizados, palestras feitas e estatísticas mostradas. Mas e de concreto o que fica? Muito se fala nos problemas que teremos no futuro, onde a água será o líquido mais precioso e caro do planeta, por conta de sua escassez e, obviamente, por ser ela uma substância essencial à vida. Porém, já hoje começamos a sentir sua real importância.  Ao todo, mais de um bilhão de pessoas no mundo já sofrem com os problemas relacionados com a falta d’agua, totalizando aproximadamente um sexto da população mundial. Esse número continuará a crescer se nada for feito. Nossos filhos herdarão um mundo de recursos escassos, indo contra à definição de “sustentabilidade” feita pela Organização das Nações Unidas – ONU: “ <em>(sustentabilidade)</em> <em>é</em> a<em> capacidade de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer as necessidades das futuras gerações</em>.”<br />
Durante muito tempo o homem tratou os recursos naturais como infinitos. Embora a água não acabe – a quantidade de água que temos hoje é a mesma desde a época dos dinossauros &#8211; menos de 1% da água do planeta é doce. Desse percentual, subtraia a água desperdiçada e a crescente poluição e contaminação. Muito bem, esse é o que efetivamente temos de água própria para consumo. Em cidades como Sorocaba, no interior de São Paulo, a água desperdiçada já na distribuição por vazamentos nas redes é de 45% e, acredite, esses dados são comemorados. Em alguns lugares, este número pode ultrapassar absurdos 70%. Na maioria dos municípios brasileiros, o valor pago na conta d’água é pela sua captação, armazenamento, tratamento e distribuição. O recurso “água”, propriamente dito, não é cobrado. Em agosto de 2010 começou a cobrança pelo recurso nas 35 cidades que compõem a região do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Sorocaba e Médio Tietê, no interior de São Paulo. A medida visa à racionalização do recurso – ou seja, o seu uso racional. Espero com isso não ter de ouvir novamente minha vizinha que lava o chão com mangueira dizer: áh, mas sempre vem o mesmo valor!Vivemos numa época onde o conhecimento e os valores que damos as coisas têm de ser revistos. É inacreditável ainda hoje ter essa gente estúpida que não faz nem o mínimo. Isso é o básico do básico da civilidade e bom senso.</p>
<div id="attachment_605" class="wp-caption alignleft" style="width: 312px"><img class="size-full wp-image-605" src="http://www.anagea.org.br/wp-content/uploads/2011/03/desperdicio-de-água2.jpg" alt="" width="302" height="226" /><p class="wp-caption-text">Vazamentos no sistema de distribuição de água tratada chega a mais de 70% em alguns municípios. Foto: www.mises.org.br</p></div>
<p>Uma curiosidade que sempre me vem à mente quando se fala em água: você sabe a origem da palavra “salário”? O termo tem origem no latim “<em>salarium argentum”</em>, &#8220;pagamento em sal&#8221; – forma primária de pagamento oferecida aos soldados do Império Romano. O sal era uma iguaria refinada, de difícil acesso, usada para conservar e realçar o sabor dos alimentos. É um recurso que podemos, muito bem, viver sem. E ainda assim trabalhadores aceitavam ter seu pagamento em sal. Agora sem água, padecemos em poucos dias. Imagina o que podem fazer os que terão o controle sobre esse recurso essencial a vida, que deve ser um bem de uso comum do povo? Por isso, reveja seus conceitos. Não apenas no dia da água. Tenha isso de forma consciente nessa cabecinha que não serve apenas para embelezar. Bonita por bonita, até uma bexiga colorida e vazia é. Vamos regar a consciência diariamente e em abundância. Essa sim sem medo de desperdiçar.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>JP Rodrigues é Gestor e Educador Ambiental em Sorocaba<br />
Críticas, elogios e sugestões: joao.gestor.ambiental@gmail.com</strong></p>
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		<title>Começa com você!</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Oct 2010 15:20:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
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		<category><![CDATA[SWU]]></category>

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Aconteceu em Itu, no interior de São Paulo, o mega festival SWU – Start With U,  evento que reuniu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<dl>
<dt></dt>
<dd>
<div class="mceTemp">
<dl class="wp-caption " style="width: 474px;">
<dt><img src="http://verdeverdade.files.wordpress.com/2010/10/panoramica-palcos.jpg?w=300" alt="" width="464" height="165" /></dt>
<dd> </dd>
</dl>
</div>
<p>Aconteceu em Itu, no interior de São Paulo, o mega festival SWU – <strong>Start With U</strong>,  evento que reuniu arte, música e sustentabilidade. Primeiro grande  festival de música com o propósito de conscientizar as pessoas sobre as  questões ambientais no Brasil, o SWU levou cerca de 160 mil pessoas  durante os três dias do festival.<br />
A proposta do evento, em teoria, era levar às pessoas a idéia de  diversão com conscientização ambiental. Pra isso, contou com uma  estrutura gigantesca e atrações diversas: uma roda gigante movida em  parte por energia motora; exposições temáticas, palestras  (inexplicavelmente só para VIPS), stand de ONG’s ambientais, uma torre  feita de latinhas de cerveja, energia feita por geradores, painéis de  energia solar eram responsáveis por parte da energia utilizada no evento  e até um re-carregador de celulares movido a bicicletas!</p>
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_240" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;">
<dt><img src="http://verdeverdade.files.wordpress.com/2010/10/hermanos1.jpg?w=300" alt="" width="300" height="190" /></dt>
</dl>
</div>
<p>A  coleta e triagem dos materiais recicláveis usados no evento  (garrafinhas, latinhas e copos descartáveis) eram feitos  instantaneamente. Latões estavam espalhados por todo o local indicando  os locais corretos para depositar os resíduos. Mas, claro, foram  ineficientes para a quantidade de pessoas.<br />
Os palcos e as atrações musicais não ficaram atrás de qualquer festival  lá fora. As bandas principais alternavam-se em dois palcos gigantes e  muito bem estruturados, não por acaso chamados de “<strong>Água e Ar</strong>”. O próprio Sérgio Dias, dos <strong>Mutantes</strong>,  uma das bandas do primeiro dia, disse que lá estava “mais bonito do que  Glastonbury”, em alusão ao mega festival inglês. E tinha pra todos os  gostos. A pontualidade dos shows foi louvável! Durante  os três dias passaram por lá bandas como Los Hermanos, Rage Against The  Machine, Kings of Lion, Joss Stone, Queens of the Stone Age, Linkin Park  e muito mais!</p>
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_241" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;">
<dt><img src="http://verdeverdade.files.wordpress.com/2010/10/malu1.jpg?w=300" alt="" width="300" height="209" /></dt>
</dl>
</div>
<p>Em  relação ao sustentável, os problemas ficaram evidentes: O preço do  estacionamento era abusivo. Quanto maior a quantidade de pessoas no  carro, mais barato era a estadia, com a intenção de incentivar o  transporte público. Mesmo assim, o festival não negociou com empresas de  ônibus para que disponibilizassem maior frota para fazer a viagem até  Itu. Não houve transporte coletivo entre a fazenda onde ocorria o evento  e a rodoviária da cidade, o que tornou a volta do primeiro dia caótica.<br />
Quando se fala em transporte não poluente, pensa-se em bicicleta. Mas  lá, inexplicavelmente, não tinha bicicletário. Pelo preço cobrado dos  ingressos, algumas ações foram inadmissíveis. Críticas a expressa  proibição de entrar no festival com qualquer tipo de alimento ou água.  É, isso mesmo, não era permitido a entrada de garrafas d’agua!  Conclusão? No portão de entrada, uma chuva – literalmente &#8211; de  salgadinhos, garrafinhas e bolachas se fez presente, das pessoas se  livrando dos pertences. O que até aquele momento corria bem, de repente  emporcalhou-se.</p>
<p><img class="alignleft" src="http://verdeverdade.files.wordpress.com/2010/10/lixovoando1.jpg?w=300" alt="" width="300" height="201" /></p>
<p>Lá dentro, não havia água filtrada disponível. A garrafinha de <strong>300 ml</strong> era vendida por abusivos <strong>$ 4,00</strong>!  Pra comer apenas fast-foods gordurosos e churrasquinhos. Os padrões de  consumo também são um problema ambiental crônico.  As barracas não davam  conta dos pedidos, rolava um stress e o único lanche vegetariano não  estava disponível.<br />
O engraçado é que, tomemos por exemplo um dos head liners do segundo dia, a norte americana <strong>Dave Matheus Band</strong> que, sem discursos hipócritas, faz a sua parte neutralizando o nível de  CO2 emitido pela banda, ajudou a construir pontos de energia eólica nos  Estados Unidos e incentiva o público que vai a seus shows a levar a  própria caneca para beber água, reduzindo assim a quantidade de lixo. Eu  jurava que todos que comparecessem ganhariam uma. Era o mínimo.<br />
Foi um evento válido, e que outros como esse se tornem comum em nosso  país! SWU 2011 aí vou eu! Mas da próxima, com mais atenção ao público,  informações disponíveis e ações efetivas sem hipocrisia. Pra um festival  que pretendia ser “verde“, ainda tem muito que amadurecer.</p>
<p><strong>Fotos e textos: JP Rodrigues &#8211; Gestor e Educador Ambiental</strong><em> </em></p>
<p><em><em> </em></em></p>
</dd>
</dl>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Pior do que tá &#8211; acredite &#8211; pode ficar!</title>
		<link>http://www.anagea.org.br/2010/09/pior-do-que-ta-acredite-pode-ficar/</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Sep 2010 22:47:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
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		<category><![CDATA[eleições 2010]]></category>
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		<description><![CDATA[Estamos na reta final de mais uma eleição. Nesses meses que há para a divulgação dos candidatos, fomos bombardeados por santinhos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos na reta final de mais uma eleição. Nesses meses que há para a divulgação dos candidatos, fomos bombardeados por santinhos entregues em nossa caixa de correio, nas ruas, curvas, faculdades, sinais, bandeiras tremulam insistentemente em tudo quanto é canto e os jingles nos fazem assoviá-los sem que possamos perceber. Mas se antes as opções de voto se restringiam apenas a coronéis e empresários, agora tem pra todos os gostos: humoristas, dançarinas, apresentadores, modelos, “músicos” (assim mesmo, entre aspas), atletas e até ex-prostitutas concorrem a cargos públicos. Pessoas dos mais diversos setores da sociedade.<br />
Isso é bom, ou deveria ser. O ideal seria que os partidos filtrassem quem vão lançar para a disputa, levando-se em conta apenas quem estivesse empenhado e com boas propostas para fazer o trabalho. Na prática, porém, nem sempre isso acontece. Os partidos acabam aceitando candidatos que tenham visibilidade e sejam conhecidos da população, mesmo que não digam ao eleitor o que pensam nem quais são suas propostas – se é que há alguma.<br />
Em pesquisa divulgada recentemente vimos um candidato a deputado federal, assumidamente despreparado para o cargo, ter uma porcentagem histórica de votos (podendo ser o segundo mais bem votado da história, ficando atrás somente do Enéas). Como não há propostas, difícil imaginar que esses números alarmantes – digo, exorbitantes, de votos venham de pessoas que estão usando essa ferramenta com consciência.<br />
Acredita-se que a grande maioria deles sejam os chamados “votos de protestos”, pessoas que não se interessam pela política e por isso votam “em qualquer um”. Aqui cabe a informação que precisa ser dita: Há dentro de cada partido um repasse de votos e há estratégia de partidos mal-intencionados que, ao colocarem candidatos desqualificados – para dar a idéia de “voto de protesto” – possibilitam que velhos políticos corruptos sejam novamente eleitos justamente por esse montante de votos.<br />
Isso ocorre porque o número de cadeiras conquistadas no Parlamento depende da soma total de votos obtidos pelos partidos e coligações. Assim, quando um candidato recebe uma grande quantidade de votos, ajuda a eleger companheiros de chapa que não foram tão bem nas urnas, ampliando a representação de seu partido no congresso.<br />
O fato de ser uma celebridade não é necessariamente ruim. O complicado é quando o eleitor vota em uma pessoa sem nem mesmo ter idéia de como ela pensa ou sequer sabe como funciona o cargo ao qual pleiteia.<br />
“- <em>E o que isso tudo tem a ver com a natureza e o meio ambiente?</em>” Você pode estar se perguntando. Bem, se não nos respeitamos ao ponto de eleger pessoas preocupadas com a saúde e bem estar da população, que dirá ter consciência para respeitar e proteger o meio em que vive?<br />
O Brasil vive um momento de protagonista na ordem mundial. Com seus muitos recursos naturais e sua economia estabilizada, já não é visto somente como a terra dos macacos e do futebol – embora, ainda bem, ainda temos muito disso!<br />
Fique atento as propostas dos candidatos. Anote-os para poder cobrar depois. Lembre-se da máxima que diz: “<em>quem</em> <em>não gosta de política será governado por </em><em>quem gosta</em>”. Não precisa gostar, mas se informe e participe de forma contundente. Pense com muito cuidado em como vai usar um dos pilares básicos do processo democrático para não ser você no final, caro amigo, o palhaço.</p>
<p><strong>JP Rodrigues é Gestor e Educador Ambiental </strong><strong>em Sorocaba/SP</strong></p>
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		<title>Dica Literária &#8211; &#8220;A Vida Secreta das Plantas&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Sep 2010 17:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
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		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[Secret Life of Plants]]></category>
		<category><![CDATA[vida secreta das plantas]]></category>

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		<description><![CDATA[No ano de 1966, Cleve Backster, então o maior especialista americano em detecção de mentiras, numa tediosa tarde teve a estranha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No ano de 1966, Cleve Backster, então o maior especialista americano em detecção de mentiras, numa tediosa tarde teve a estranha idéia de fixar os eletrodos de um de seus detectores numa folha de dracena, espécie tropical utilizada como planta ornamental.<br />
Movido pela simples curiosidade, descobriu algo que abalaria os fundamentos da visão que o homem tem sobre o mundo que o cerca: As plantas tem uma percepção extremamente aguçada das energias que movem o universo.  E vai além: são capazes de reagir de diferentes formas até mesmo as intenções ocultas da mente humana.<br />
Os xamãs — homens de conhecimento das comunidades pré-históricas — já sabiam que, por trás da sua aparente passividade, as plantas possuem uma vida secreta, cheia de percepções e atividades. Esse mundo oculto foi constatado, desde então, por cientistas, alquimistas e visionários de diferentes épocas e lugares. Este livro, escrito em (inexplicavelmente não consigo precisar o ano) por <strong>Peter Tompkins e Christopher Bird</strong> (e inspirou <strong>Steve Wonder</strong> a compor, em 1979, o disco “<em>Journey Through the Secret Life of Plants</em>”), nos prova através de métodos científicos, sensitivos e espirituais que as plantas são seres de luz, muito mais sábias do que pode supor nossa limitada percepção.<br />
Durante toda a leitura, pensamentos me invadiam o tempo todo. De pensar o quanto ainda temos a evoluir, o quanto ainda temos a aprender sobre o mundo que nos rodeia. A máxima de <strong>Shakespeare</strong> “<em>Há muito mais entre o céu e a terra do que julga nossa vã filosofia</em>” se faz tão presente e reveladora durante a leitura que nos resta apenas a humildade e  a alegria em saber que estamos aqui de passagem e por mais que nos esforcemos, os mistérios continuarão a nos desafiar. Que ótimo! Que ingratidão revelar todos os segredos das forças e energias cósmicas que movem o universo e fazem do caos uma teoria sábia e precisa, cheia de vida, cores, flores e perfumes.<br />
Certamente quando o homem, ainda tão iludido por aquilo que é visível e palpável, ainda tão dependente daquilo que é material, do que é mensurável, exeqüível, ainda tão apegado aquilo o que apodrece, conseguir enxergar além do que os fustigados olhos podem ver, despertará para um mundo que, mesmo secreto, está o tempo todo bem debaixo dos nossos sentidos – basta apenas permitirmos compartilhá-lo.<br />
<img class="alignleft size-full wp-image-484" src="http://www.anagea.org.br/wp-content/uploads/2010/09/vida-secreta-das-plantas1.jpg" alt="" width="160" height="198" />Acredito que livros como estes são apenas os primeiros passos, apenas o engatinhar do homem em direção as descobertas que revolucionará a visão do universo no próximo século e certamente apontam para um relacionamento de profunda harmonia e respeito entre o homem e a natureza. Recomendadíssimo!<br />
<strong>A Vida Secreta das Plantas – Peter TOMPKINS e Christopher BIRD<br />
Preço médio em sebos: R$ 15,oo</strong></p>
<pre>Por: João Paulo Rodrigues</pre>
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		<title>1 2 3 e fogo!</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 00:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
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		<category><![CDATA[baixa umidade do ar]]></category>
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		<description><![CDATA[O homem esteve, está e  - acredito – sempre estará em busca da sabedoria e conhecimento. Uma das maiores – e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O homem esteve, está e  - acredito – sempre estará em busca da sabedoria e conhecimento. Uma das maiores – e fascinantes – descobertas da humanidade foi um dos “quatro elementos” presentes na natureza: o fogo. Conta a mitologia grega que o fogo foi trazido a Terra por Prometeu, discípulo de Zeus. Este, furioso ao descobrir o que o pupilo havia feito, o puniu amarrando-o no cume do monte Cáucaso com um abutre lhe comendo as entranhas por 30 mil anos. O fato é que hoje ele é um elemento essencial para o desenvolvimento da civilização, mas até que ponto devemos usá-lo?</p>
<p>Vimos recentemente as imagens dos grandes incêndio na Rússia, que já dura semanas, vitimou centenas de pessoas e, como se não bastasse, ameaça espalhar as partículas radioativas da catástrofe de Chernobyl. Ficamos estarrecidos com o incêndio que devasta diariamente o estado do Mato Grosso e já consumiu mais da metade do Parque Nacional das Emas, em Goiás.  Segundo o<strong> INPA</strong> – <strong>Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia</strong> devastado pelo fogo, a recuperação do cerrado pode demorar de 100 a 200 anos (!!).</p>
<p>Nesta fria época do ano, a escassez de chuvas, baixa umidade relativa do ar e os fortes ventos são a combinação perfeita para alastrar as labaredas. Os satélites que monitoram os incêndios no Brasil registraram, nos primeiros 14 dias de agosto deste ano mais de 90 mil queimadas. No mesmo período do ano passado foram 17 mil, um aumento de mais de 500%.</p>
<p>Dados acusam que, em apenas um dia, os bombeiros da <em>cidade</em> de São Paulo chegam a atender mais de 300 (!!) ocorrências de chamadas relativas a focos de incêndio. A maioria deles ocasionados por balões, bitucas de cigarro, queima de lixo e para “limpar” terrenos baldios. Por mais que se bata sempre na mesma tecla o quanto isso é perigoso e prejudicial pra todo mundo, algumas pessoas continuam a tomar esse tipo de atitude irracional.</p>
<p>Devemos saber que qualquer matéria em combustão produz o famigerado CO2 – maior causador do efeito estufa e grande responsável pelo aquecimento do globo terrestre – e, espero, isso você já saiba. Alguns dados mostram o Brasil como o <strong>4º país</strong> que mais emite dióxido de carbono do mundo e, ainda de acordo como eles, mais de 70% vem das queimadas ocorridas na Amazônia para ampliação de pasto e plantio de soja. Além da emissão de gás na atmosfera, os incêndios também produzem a fumaça responsável por grande parte das doenças respiratórias, prejudicando o solo e comprometendo a biodiversidade do lugar, matando pássaros,  abelhas e diversos outros polinizadores, que são fundamentais na manutenção da fauna e flora.</p>
<p>E tudo isso para quê? Vale a pena?<br />
Será que Zeus ao castigar Prometeu sabia que os homens, ao receber a dádiva de dominar o fogo, perderiam sua consciência e o usariam sem levar em conta o ambiente que os cerca? Se sim, 30 mil anos de castigo foi muito pouco!</p>
<p>Fica a dica e o alerta: ao limpar um terreno faça bem feito! Enxada em punho e mãos a obra!</p>
<p><strong>JP Rodrigues é Gestor e Educador Ambiental em Sorocaba<br />
Críticas, elogios e sugestões: joao.gestor.ambiental@gmail.com</strong></p>
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		<title>Será isso um bicho de sete cabeças?</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Aug 2010 15:37:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acostumados a tanto ler e se deparar diariamente com eles, quando falamos em meio ambiente, a primeira coisa que nos vem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acostumados a tanto ler e se deparar diariamente com eles, quando falamos em meio ambiente, a primeira coisa que nos vem a mente são os problemas ambientais. Num segundo momento, a beleza das plantas, a água, o ar e o solo. Mas sabemos que o meio ambiente é, na verdade, a inter-relação entre todas as formas vivas e não vivas. Então, que tal pensarmos hoje sobre os animais?</p>
<p>Desde os primórdios, a carne faz parte do cardápio humano. Mas antes o homem caçava a paca ao mesmo tempo em que fugia dos tigres! Éramos caça e também caçador. Hoje, o consumo de carne é exacerbado. No Brasil, por exemplo, há mais cabeças de gado do que pessoas. E olha que estamos falando duma população, segundo o IBGE, de mais de 190 milhões de habitantes!</p>
<p>Mas, se antes o homem cultivava os animais pra consumo próprio ou os caçava na natureza, agora a produção é maciça. Derrubam-se florestas para fazer pastagens, introduz o boi pra engorda, entope o animal de sal e anabolizantes para forçar seu rápido crescimento e ele é abatido com requintes absurdos de crueldade. Os frangos são colocados em gaiolas onde sua única função é comer. Quem já teve galinha em casa sabe que, assim que o sol começa a se pôr, elas instintivamente vão se recolher em seus ninhos ou poleiros. Mantendo as luzes acesas, perdem a noção do tempo e comem sem parar, ficam estressadas e têm os seus bicos aparados para que não pratiquem canibalismo. Tudo com o intuito de suprir a demanda da qual nós mesmo somos responsáveis.</p>
<p>Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas<strong> </strong>–<strong> </strong>IPCC, a indústria da carne é responsável por 18% do total das emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo.</p>
<p>Algumas ações, porém, estão surgindo para tentar lançar luz ao fato: no final de 2009, o Governo Federal, movido pela movimentação social, aprovou a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12097.htm"><strong>Lei 12.097</strong></a>, que conceitua e disciplina a aplicação de rastreabilidade na cadeia produtiva das carnes bovinas e de búfalos para garantir a saúde animal e pública, mitigando o desmatamento e o trabalho escravo.</p>
<p>O eterno beatle <strong>Paul McCartney</strong>, juntamente com sua filha, Stela McCartney, vegetarianos convictos, fazem parte do<strong> Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais -<a href="http://www.peta.org/"> PETA</a></strong>, organização não-governamental fundada em 1980.</p>
<p>Em agosto do ano passado, o músico propôs ao mundo o inusitado “<strong><em>Monday’s Free</em></strong>” (Segunda livre de carne), que consiste na mudança do hábito alimentar em consumí-las, tirando um dia da semana pra esta reflexão. A medida tem como meta conscientizar as pessoas para rever seus hábitos alimentares, contribuindo para diminuir a evolução do efeito estufa e o próprio consumo e abatimento dos animais.</p>
<p>Segundo a crença cristã, durante as comemorações de <strong>Páscoa</strong>, não se deve comer carne durante os 40 dias do período conhecido como quaresma. Embora isso não tenha nada a ver com a proteção aos animais, sugere a reflexão sobre os hábitos alimentares. Já algumas religiões, como o hinduísmo, pregam o não consumo.</p>
<p>O homem também veja você, chega ao cúmulo de maltratar e matar animais por puro sadismo. Nesta semana, a região espanhola da Cataluña foi a primeira, numa decisão histórica, a proibir as tradicionais – e cada vez mais mal vistas – touradas.</p>
<p>Motivada pelo apelo popular e também, talvez, pelo mais grave acidente já registrado – o vídeo circula livremente pela internet – onde um dos mais renomados toureiros da Espanha leva uma chifrada no pescoço que vara a garganta e sai pela boca. Foi uma cena estarrecedora.</p>
<p><a href="http://www.culturabrasil.org/gandhi.htm"><strong>Gandhi</strong></a> disse certa vez que &#8220;<em>as nações são julgadas pela maneira como tratam suas minorias e seus animais</em>&#8220;. Sendo assim, é hora de cada um de nós começarmos a olhar duma maneira mais humana esses seres, que nada mais são do que nossos vizinhos neste planeta do qual eles também são filhos e devem ter os seus direitos respeitados.</p>
<h5><strong>JP Rodrigues é Gestor e Educador Ambiental em Sorocaba/SP<br />
Seu twitter é <a href="http://twitter.com/jperre">@jperre</a></strong></h5>
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		<title>A Copa do Mundo é nossa!</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 22:46:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Copa 2014]]></category>
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		<description><![CDATA[A Copa do Mundo 2010 acabou, mas longe da maneira como os brasileiros gostariam.
Ainda assim, essa copa será eternamente lembrada pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Copa do Mundo 2010 acabou, mas longe da maneira como os brasileiros gostariam.</p>
<p>Ainda assim, essa copa será eternamente lembrada pela alegria e entusiasmo do povo africano, as ensurdecedoras vuvuzelas, o polvo Paul (cadê o polvo John, George e Ringo?), a voluptuosa torcedora paraguaia e a famosa Jabulaaaaaaani.</p>
<p>Como já alardeiam os meios de comunicação, comerciais e propagandas, a próxima copa, em 2014, será aqui, em “nostra terra” tupiniquim, o Brasil.</p>
<p>Já imaginou a loucura desse povo tão apaixonado por futebol?</p>
<p>Mas, onde fica a sustentabilidade e a preocupação com o meio ambiente no meio desse alvoroço todo?</p>
<p>Vamos refrescar a memória e voltar até a Copa de 2006, realizada na Alemanha. Desde aquele evento, foi instituído que toda a estrutura alusiva as Copa do Mundo, desde a construção de estádios, uso de energia e água, meio de transporte, etc deve ser pensada com o conceito “green building” (construção verde), solicitando que todo país sede da competição levasse em conta o potencial impacto que o evento pode causar ao meio ambiente, implementando formas de mitigar os danos e optando por maneiras sustentáveis.</p>
<p>De efetivo, podemos citar os estádios a energia solar e eólica com captação de água da chuva &#8211; que são usados até hoje &#8211; e os ônibus a hidrogênio, testados na época da Copa, que de lá pra cá aumentaram a frota e tornaram-se o transporte definitivo.</p>
<p>Além de não fazer ruído, não emite qualquer tipo de poluente a atmosfera, liberando vapor d’água ao invés de reagentes tóxicos.</p>
<p>O evento foi um sucesso, mostrando ao mundo que com boa vontade, criatividade e empenho é possível realizar um mega evento equilibrando desenvolvimento e conservação do meio ambiente.</p>
<p>Já na Copa da África do Sul, houve muito pouco desta preocupação. Ou, talvez, ela não tenha sido mostrada pelos meios de comunicação. Aliás, foram sequer comentadas.</p>
<p>Vamos pensar que, desta vez, a mídia ficou tão focada na cobertura por qualquer informação ou fofoca relacionada a seleção canarinho, no seu técnico cascudo, poucos craques e “cavalos” convocados que não tiveram tempo de cobrir o evento de forma abrangente e profunda.</p>
<p>Já na próxima, não há “desculpa”. O Brasil, com toda a sua magnitude e prosperidade ambiental, com a maior floresta, maior biodiversidade, maior reserva de água e maior quantidade de solo fértil do planeta tem por obrigação ser um marco e exemplo de sustentabilidade.</p>
<p>Construções sustentáveis duram mais, usam materiais reaproveitáveis e causam a curto, médio e longo prazo, menos impactos ao meio ambiente e também ao dinheiro público.</p>
<p>Portanto em 2014 vamos nos pintar, enfeitar, cantar e torcer pela nossa seleção, mas não podemos deixar que todo esse entusiasmo nos desvie do papel e responsabilidade que temos como seres humanos e brasileiros.</p>
<p>O nosso patriotismo não é somente exercido com os olhos vidrados na tv, alheio a tudo ao redor. Ele é feito no dia a dia, respeitando a terra e o país onde vivemos, cultivando a cidadania nos pequenos detalhes diários que, somados, farão a diferença.</p>
<h5><strong>JP Rodrigues é Gestor e Educador Ambiental em Sorocaba<br />
</strong></h5>
<h5><strong><strong>Críticas, elogios e sugestões: joao.gestor.ambiental@gmail.com</strong></strong></h5>
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